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Pela contabilidade da Organização Mundial do Turismo (OMT), é a atividade turística o principal fator econômico para a atenuação dos efeitos da grave crise por que passa o Velho Mundo. Especialmente os países europeus mais afetados pela crise atual, como Grécia, Espanha, Portugal e Itália, têm recebido dos negócios turísticos somas cada vez mais essenciais para o enfrentamento das dificuldades do momento. Segundo as contas da OMT, na França, tido como o principal destino turístico do mundo, essa atividade representa cerca de 7% do PIB (participação semelhante à da indústria automobilística). Já em Portugal, aproximadamente 11% do PIB vem do turismo, sendo que na combalida Grécia essa porcentagem vai aos 16%. E mais, nesses países europeus com mais dificuldades, é significativo o crescimento da atividade turística. Na Grécia, nos primeiros oito meses de 2011, a subida foi de 13,9% comparado-se ao mesmo período do ano passado. Na Espanha, o crescimento neste ano foi assinalado em 7,8%. Em Portugal, a subida foi de 11,2%. A Itália registrou mais 5,8%. Dado importante: os números recolhidos pela OMT afirmam que ?na Europa, em geral, o aumento de turistas é de 6% neste ano?, mas a região do mundo na qual ?o turismo mais cresceu no período foi a América do Sul, que registrou um aumento de 13,2%?. Aí está um excepcional augúrio. Mui especialmente para o Brasil, onde a condição especial de país ascendente contribui para uma soma de grandes atributos, como riqueza ambiental e diversidade de cenários, aliados a um enorme potencial de desenvolvimento da estrutura hoteleira e infraestrutura logística. E, ainda por cima, circunstancialmente, contamos, nesta quadra de tempo, com dois dos maiores eventos mundiais em termos de atração de público e divulgação do destino: Copa do Mundo e Jogos Olímpicos. Para o Brasil, esse estudo da OMT confirma que estamos com a faca e o queijo nas mãos. Falta apenas a vontade de fazer.

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