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28 de outubro, Dia do Funcion�rio P�blico

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Orgulho-me de ser funcionário público. Após terminar o meu mandato de vereador por Maceió, em janeiro de 1955, já na minha advocacia, em 1956, era nomeado em cargo comissionado pelo saudoso governador Muniz Falcão, Comandante da Guarda Civil, ingressando na carreira de Funcionário Público do Estado. Após aquele comando, desempenhei vários cargos comissionados em repartições de Alagoas até ser nomeado Procurador de Estado e chegar o tempo de minha aposentadoria. Sinto saudades daquele tempo de funcionário que trabalha com o desejo de servir à coletividade, bem como ao Estado, com o máximo respeito e abnegação. Sei também que não é de hoje, nem de ontem, que os servidores públicos são alvo de comentários de culpas inexistentes. Essas críticas atingem não somente aos servidores federais, estaduais ou municipais, mas os de qualquer categoria funcional, inclusive os inativos, que tanto fizeram pela administração pública. Ora se trabalhando contra a estabilidade na função burocrática, ora maquinam contra direitos adquiridos assegurados pela Constituição dos Estados e da República. Trata-se, pois, de um atentado sem precedentes na história do Brasil. Estamos numa democracia, nos moldes criados por Rousseau ou o sob o guante de uma democracia farisaica? Serão os funcionários culpados pelos administrativos de qualquer espécie, inclusive das vergonhosas fraudes e do suborno descarado, pululando nas repartições públicas? Quem culpa têm eles do descalabro, dos desvios de verba nesta república, para citar apenas a descarada, criminosa e repugnante corrupção que varre o País. O funcionário público não responde por essas falcatruas. Quando da existência do antigo Departamento Administrativo do Serviço Público ? Dasp ?, criado no governo Getulio Vargas, e, em nosso Estado, o Departamento do Serviço Público ? DSP ?, também instituído na Interventoria Ismar de Góes Monteiro, tínhamos a valorização do servidor público, fundamentada nos concursos rigorosos e honestos, com estrutura do cargo de carreira, aperfeiçoamento técnico dos nomeados, fossem federais, estaduais ou municipais. Não havia nomeação injusta dos menos preparados para a função burocrática. De tais raz. (*) É Procurador de Estado e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas.

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