Opinião
Percal�os da Copa
Não são poucas, nem simples, muito menos pequenas, as complicações que envolvem o cenário brasileiro para a segunda Copa do Mundo jogada em território nacional. Atrasos de cronograma nas obras dos estádios e na rede logística são evidentes e preocupantes. Além do mais, os inesperados abalos no Ministério do Esporte indicam que, com a proximidade da Copa e da Olimpíada, os tremores na pasta tendem a atrair os mais diversos interesses em operações de demolição política. Como se não bastasse tudo isso, um tal de ?sindicato global? anuncia que está aterrissando no Brasil a fim de ?articular sindicatos brasileiros para exigir maiores salários e melhores condições de trabalho na construção e reforma dos estádios nacionais que vão sediar o próximo evento, em 2014?. Identificando-se como ?Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira (ICM)?, esse organismo promete chutar o pau da barraca nos canteiros de obras Brasil afora. E os representantes dessa ?neo trade union? já adiantam que seria provável uma greve geral já no ano vindouro. Olhando pelo retrovisor, é possível enxergar confusões ocorridas na preparação da Copa do Mundo da África do Sul, onde teriam sido registradas 26 mobilizações localizadas e uma greve geral que se estendeu por oito dias, cessando o trabalho de 70 mil operários. Em função desses contratempos, não só estouraram os orçamentos como vários outros prejuízos se somaram pelo atraso decorrente desses conflitos. Muitos, complexos e de grandes dimensões são os buracos e obstáculos no que deveria ser um tapete de grama no qual a bola da copa 2014 rolaria com tranquilidade e desenvoltura. Uma coisa é certa: o contribuinte corre o risco de pagar uma conta bem mais salgada que o razoável. Resta tentar evitar a perda completa do comando da bola. E fazer, contra tudo e todos, o gol.