Opinião
Alagoas na berlinda
Mais um alagoano é alçado para uma posição de destaque nacional. No caso, a titularidade no Ministério do Esporte. Posto sob tensões crescentes decorrente das próprias contradições de dois dos maiores eventos internacionais do esporte, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, que terão o Brasil como endereço em suas próximas edições. Em verdade, comparando-se com os grandes desafios desses dois eventos, podem ser consideradas de pequeno porte as denúncias que forçaram a saída do ministro anterior. Alagoano ?da? Viçosa, Aldo Rebelo, deputado por São Paulo, é um político experiente e respeitado. Tem em sua carteira de trabalho público anotadas experiências na Esplanada dos Ministérios e na presidência da Câmara dos Deputados, além da vivência de seis mandatos federais. Mas não será poupado por seus méritos. Será vidraça antes mesmo deste segundo tempo começar. Para o Brasil é de essencial importância que o Ministério do Esporte cumpra sua função, superando todas as dificuldades e alcançando o desempenho exigido para gerir esses dois grandes momentos do esporte mundial. E mais, e ao mesmo tempo, responder às demandas cotidianas dos esportes e dos desportistas em todo Brasil. Não é coisa simples, nem jogo para amador. Especialmente Alagoas torce para que um de seus filhos honre as melhores expectativas da Nação. Como todos os demais conterrâneos, em situações semelhantes anteriores, a projeção de um alagoano é acompanhada da carga negativa do preconceito regional. Esse sentimento nefasto (que se manifesta até no próprio Estado), exige uma carga maior de persistência, redobrada capacidade de resistência aos ataques, proficiência multiplicada, cobrar-se mais do que era cobrado à mulher de César. E, especialmente, muito espírito esportivo.