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Opinião

As olimp�adas da vida

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Acreditar em seus sonhos, em seus projetos no futuro, já é um ato de esperança. Ter um ideal e lutar para realizá-lo é magnifico, é gratificante. Temos, na caminhada da vida, que agir, aprender e pensar como vencedor, sabendo enfrentar os obstáculos com alegria no coração, com galhardia e muita fé em Deus. Foi o que aconteceu bem recente com minha estimada companheira de Academia Alagoana de Medicina e dinâmica Reitora Ana Dayse e sua notável ascensora Sheila Maluf, ao realizarem, de forma grandiosa mais uma Bienal Internacional do Livro em nossa terra. Grandes intelectuais alagoanos e de outras regiões aqui reunidos, ao lado de adultos, jovens e crianças se abraçaram aos livros, muitos livros, numa demonstração de prestígio cultural do povo alagoano. Foi um sucesso a Bienal. Parabéns a essa dupla e a todos a que de mãos dadas, sempre sorrindo, conquistaram essa Olimpíada do Saber. Na mesma época, na noite do dia 21, a Associação Alagoana de Imprensa comemorou os seus 80 anos. Foi uma noite inesquecível na Casa da Palavra, o refugio da cultura alagoana que, sob a regência do médico Ricardo Nogueira e o grande jornalista Romeu Loureiro, deram aquele toque de beleza aquela noite. O presidente da Associação, jornalista Laurentino Veiga,numa feliz iniciativa colocou a Comenda Ib Gatto Falcão, para homenagear personalidades de Alagoas. Foi uma feliz ideia daquele incansável jornalista colocar o nome do nosso inesquecível Dr. Ib nesta comenda. Guardarei para sempre esta comenda e aquela noite em minha memoria e no meu coração. Agora, lembrei-me de uma pequena história: há alguns anos, nas Olimpíadas Especiais de Seattle, nove participantes, todos com deficiência mental ou física, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos. Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Todos, com exceção de um garoto que tropeçou no asfalto, caiu rolando e começou a chorar. Os outros oito ouviram o choro. Diminuíram o passo e olharam para trás. Então, eles viraram e voltaram. Todos eles. Uma das meninas com síndrome de Down , ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: ? Pronto, agora vai sarar. E todos os nove competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos. As pessoas que estavam ali naquele dia, continuam repetindo essa história até hoje. Por que? Porque, de alguma forma, nós sabemos que o que importa nesta vida é mais do que ganhar sozinho. O que importa nesta vida é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir o passo e mudar de curso. (*) É médico ([email protected]).

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