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Opinião

Nossa querida Rep�blica

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» Milton Hênio, é médico. ([email protected]) Na próxima terça feira mais um aniversário de nossa Proclamação da República. Daquele momento histórico até hoje vimos que o Brasil poderia ter encontrado rumos bem diferentes se tivesse investido maciçamente no homem, investido na educação do brasileiro. É o analfabetismo, na verdade, a chaga pestilencial mais evidente e característica dos países subdesenvolvidos. Uma nação letrada, instruída, cresce, progride em fartura e bem estar e tem forças, tem capacidade para enfrentar os países ricos, enfrentar e vencer as crises esporádicas desta ou daquela natureza, com espirito sobranceiro. Ao contrário, uma nação que não valoriza sua criança, sua juventude, cheia de analfabetos, fica condenada a estagnação e sempre dependente dos países desenvolvidos. A juventude fica angustiada, sem perspectivas. A crise de moralidade, de ordem e de justiça porque passa o povo brasileiro, resulta na descrença de um futuro promissor. Há mais de dois séculos, os povos da América do Norte constituíram-se em nação livre. A carta magna que hoje dirige o seu destino político é a mesma inspirada na Constituição elaborada em 1787. Nós, sessenta anos mais novos como nação independente, iniciamos a nossa história constitucional sob o signo da dúvida e das dissenções entre os poderes. A partir daí, já vimos mudar nossa Constituição inúmeras vezes, as quais não sobreviveram a idade da primeira infância, e todas elas pisoteadas pelos interesses egoístas de grupos políticos. Vamos esperar que o Brasil seja um dia uma nação grandiosa. Possuímos terras riquíssimas, um clima variado e ameno, não temos terremotos nem maremotos a nos importunar, somos um povo bom e hospitaleiro. Merecemos assim a felicidade almejada. Um dia o Brasil será uma grande nação. No dia em que o cidadão souber usar conscientemente o seu voto, para buscar na verdadeira aristocracia de valores os seus dirigentes, aqueles mais aptos, mais honestos, intelectual e moralmente capazes, firmes nas suas convicções, batalhadores pelos grandes ideais. Na passagem de mais um 15 de Novembro recordamos o passado, quando no final do Segundo Império homens como Nabuco e Rui Barbosa davam lições de civismo e já recente, na Republica, homens como Carlos Lacerda, Afonso Arinos, Bilac Pinto, Otávio Mangabeira e outros, faziam do parlamento brasileiro o cenáculo da inteligência e da cultura. Vamos esperar ansiosos que o nosso Brasil se inclua no rol dos países desenvolvidos, com o seu povo culto e feliz. Em tempo, parabenizo ao senador Fernando Collor e a todos os que fazem a nossa querida Gazeta de Alagoas pelo novo visual de sua apresentação, concorrendo com os melhores jornais do País.

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