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Alagoas e Zimb�bue: quem � mais tribalista?

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Não há nenhum demérito em ser comparado com quaisquer países africanos, ou indianos, asiáticos, ou demais localidades emblemáticas do terceiro mundo. Mas é chocante e vergonhoso notar-se a inexplicável defasagem entre uma comunidade brasileira para uma sofrida região africana, esta padecendo de tragédias milenares, aquela dotada das mais auspiciosas condições de desenvolvimento. Assim deve ser vista a comparação entre os percentuais de analfabetismo entre Alagoas e o Zimbábue. Um dos países mais sofridos na sofrida África, o Zimbábue já se chamou Rodésia do Sul, e as riquezas de seu subsolo foram sugadas inicialmente pelos portugueses (de século 16 ao século 19) e pelos ingleses (do século 19 até 1965, embora a independência só viesse a ser reconhecida em 1980). Depois de ser dilacerado por conflitos internos, o Zimbábue vive sem confrontos aparentes o sexto mandato presidencial de Robert Mugabe e a inflação considerada a mais alta do planeta dá uma clara ideia das dificuldades econômicas e sociais daquela nação africana. Estatísticas extra-oficiais indicam uma inflação anual de 9 mil% ao ano. Em 2009 foi registrada uma taxa inflacionária de 98% ao dia. Desemprego, fome e Aids são alguns dos outros flagelos que castigam aquele país. Com tamanha carga de sofrimentos e infelicidades históricas, o povo do Zimbábue, porém, consegue ser mais alfabetizado que o povo alagoano. E a diferença não é pequena, segundo os dados da ONU: a comparação aponta para o triplo, pois enquanto em Alagoas os analfabetos são 24,3% da população, no paupérrimo país africano apenas 8,1% de seu povo não sabe ler e escrever. E notem que a população do Zimbábue tem significância se comparada com a nossa. São 12,5 milhões os zimbabuenses e 3,1 milhões de alagoanos. Nosso PIB per capita é de R$6.227,50 (US$ 3.528,53) e o deles é de US$ 268.00, Merecem aplausos os zimbabuenses no item educação (democracia e desenvolvimento são outras questões).Merecemos vaias. E precisamos cobrar das autoridades mudanças reais nessa realidade disforme, escandalosa, vivida pelos alagoanos.

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