Opinião
EDUCA��O E SEGURAN�A NO TR�NSITO
A Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), instituiu o período de 2011 a 2020 como a ?Década de Ações para a Segurança no Trânsito?. A ação envolve 150 países num esforço conjunto para a redução dos acidentes de trânsito, um problema que afeta todas as nações do mundo. Caso não haja mudanças no quadro atual, a previsão é de que, até 2015, os acidentes de trânsito sejam a principal causa de morte nos países em desenvolvimento. Segundo estudos do Conselho Nacional dos Municípios (CNM), a média brasileira de óbitos causados por esses acidentes proporcionalmente à população, é muito superior a dos países mais desenvolvidos (2,5 maior que a dos EUA e 3,7 maior do que na União Europeia). Nós, gestores do automobilismo nacional, habituados a conviver com os riscos inerentes à alta velocidade nos surpreendemos com o recrudescimento do número de acidentes fatais provocados por imprudência e irresponsabilidade dos motoristas nas vias urbanas e nas estradas brasileiras A Confederação Brasileira de Automobilismo, entidade máxima do esporte no Brasil ? influenciada pelo forte engajamento do presidente da FIA, Jean Todt, na campanha mundial capitaneada pela ONU ? e ciente de sua responsabilidade social, fará a sua parte, criando uma campanha nacional de educação no trânsito, estrelada por alguns dos pilotos mais respeitados do Brasil, e focada na conscientização dos jovens sobre os riscos da velocidade quando não associada a procedimentos de segurança mínimos. Esperamos que o nosso exemplo seja seguido por outras federações desportivas, entidades governamentais e não governamentais e pela sociedade brasileira de maneira geral. As dezenas de manchetes de jornais que estampam anualmente imagens de carros destruídos, jovens mortos e pais desesperados nos chamam não só à reflexão, mas também à ação. » CLEYTON PINTEIRO ? presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo.