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Opinião

VIGIL�NCIA PERMANENTE

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No círculo do ano litúrgico desenrola-se todo o mistério de Cristo, desde a Encarnação e Nascimento até a Ascensão, o dia de Pentecostes e a expectação da feliz esperança e última vinda do Senhor. Nas festas da Virgem Maria e dos Santos contemplamos também, realizado neles, o mistério de Cristo. Mas há dois momentos culminantes na celebração cultual do ano litúrgico: Natal e Páscoa. O primeiro se ordena ao segundo, à Páscoa, à Ressurreição do Senhor que é, na realidade, o que celebramos todos os domingos. Tanto o Natal como a Páscoa são precedidos de tempos fortes de preparação: o Advento e a Quaresma, respectivamente. O prefácio do Advento revela as etapas da vinda do Senhor: pela primeira vez na fragilidade de nossa carne, realizou o plano de redenção traçado desde sempre e abriu-nos o caminho da salvação; quando vier de novo, na majestade de sua glória, possamos receber os bens prometidos que, agora, vigilantes esperamos. Houve uma vinda histórica de Jesus que se realizou com o seu nascimento em Belém de Judá. Assim inaugurou-se também a plenitude dos tempos da salvação de Deus, a partir de dentro de nossa história. Finalmente, o tempo intermediário entre estas duas vindas é o lugar das constantes vindas de Deus ao ritmo da história humana. Neste Natal ele quer vir até nós e temos de fazer do nosso coração o novo presépio onde ele possa renascer. Recristianizar o Natal vem sendo veemente apelo da nossa Igreja. Está na hora de resgatar-nos o verdadeiro sentido e valor do Natal: é a festa da vida! É a festa de Jesus! É a festa dos irmãos! É a festa do amor de Deus por nós e da paz na terra entre os homens! É a festa da família! É a festa daqueles que encontraram a estrela, se deixaram guiar, e depararam com as mais belas das verdades: Jesus feito homem, Luz do mundo, Caminho, Verdade e Vida. Estamos indo a Belém. Conosco vai nossa bagagem, fruto de nossa caminhada. Os nossos presentes não serão ouro, incenso e mirra, mas as nossas labutas e angústias, junto com as nossas esperanças, alegrias e fé. E ouviremos a voz da Igreja que renova nossa profissão de fé: Ele nasceu ?Eis que vos anuncio uma grande notícia, que será alegria para todos: hoje em Belém, na cidade de Davi, nasceu o Salvador. Isto vos será dado como sinal. Achareis um Menino envolto em pano e deitado numa manjedoura?. Lc 2, 12. » PADRE CELSO ALÍPIO M. SILVA ? pároco da Catedral.

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