loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Zero positivo ou zero negativo?

Ouvir
Compartilhar

Apesar de não ser surpresa, a estagnação do BIP brasileiro no penúltimo trimestre de 2011 fornece elementos importantes em confirmação às características positivas da economia nacional em relação à conjuntura mundial. Zero % de crescimento no terceiro trimestre é um típico caso de oportunidade para análises aparentemente antagônicas como a do copo pela metade que é visto por uns como ?meio cheio?e por outros como ?meio vazio?. Zero é bom ou é ruim, afinal? Considerando-se os efeitos das medidas adotadas (no semestre passado) pelo governo federal no sentido de frear a inflação frenando o consumo, somado às inevitáveis repercussões da crise internacional que (ainda) abala a Europa, não sofrer uma redução no Produto Interno Bruto no momento seguinte a esses impactos, não há como não festejar o zero. Pode-se lamentar o zero em função das ululantes necessidades do País seguir crescendo, até pela candente questão social. A tese do ?zero negativo? pode, portanto, ter certo sentido; mas, convenhamos, não há como não ser entendida como uma fundamentação parcial e derrotista. Os dois primeiros trimestres já apontavam para essa tendência, ou indicariam coisa pior, pois Janeiro/Março cravou apenas 1,3% enquanto Abril/Junho havia sido ainda mais modesto com seus 0,8%. Sobre esse cenário desabaram duas pancadas: as medidas governamentais contra a inflação e os efeitos da grande crise europeia. Antes da divulgação dos resultados muitos economistas arriscavam a evidência da apuração de valores negativos para o crescimento do País entre Julho e Setembro. As previsões do resultado negativo tinham sua lógica e, por si, não poderiam ser entendidas como análises contaminadas pelo partidarismo, nem pelo velho estigma do ?quanto pior melhor?. As dificuldades eram claras e inquestionáveis. Ao empatar essa partida, constatando-se as condições desfavoráveis, o Brasil dá mais uma prova de sua força e da segurança em sua economia. Esta é a lição mais importante desse resultado: estamos, pela primeira vez na história, vivendo num cenário de pujança econômica que não se nos apresenta como transitório, efêmero.

Relacionadas