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Ainda em busca de metas ambientais

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Conforme esperado aparecem como pífios os resultados da reunião promovida pela ONU sobre mudanças climáticas em Durban (África do Sul), a COP-17. A desgastante demora em se fechar um documento básico sobre resoluções e indicações do verdejante ágape espalhou tons cinza sobre as ilusões ambientalistas. Muito carnaval tem sido montado sobre uma marcha lenta onde se contrapõem legítimos interesses ambientais, mitos ecológicos, anseios nacionais e regionais de crescimento econômico, objetivos escusos de frear emergentes econômicos, e tudo mais possível de germinar num terreno adubado por paixões, ressentimentos, ciência, mistificações, política e politicagem. Em verdade, as articulações internacionais ambientalistas ainda vivem à sombra da Conferência do Rio, a famosa Eco-92. De lá para cá, depois de duas décadas, a discussão encrespou e o que poderia ter sido um avanço, o Protocolo de Kioto, quedou-se inócuo pela oposição capitaneada pela única superpotência do planeta, os Estados Unidos. Por outro lado, os estudos sérios e respeitáveis sobre as emissões de CO2, e o polêmico efeito estufa, findaram se mesclando com agitações superficialmente apocalípticas. O contraditório simplesmente passou a ser execrado. Dúvidas importantes sobre a realidade do processo de aquecimento global estão sendo obscurecidas em benefício de pretenso pensamento ?único?, mormente dirigidos contra os interesses industriais - legítimos - de países em desenvolvimento. Em tal cenário fica difícil serem conquistados avanços reais. É possível que, submetido a extenso processo de análise, o que se nos apresenta como documento final da COP-17 possa, em suas entrelinhas, conter importantes indicações para a humanidade. Torçamos para tal. Mas, por ora, nestas primeiras horas depois da Conferência de Durban 2011, um sentimento de desânimo grassa em quem se preocupa verdadeiramente pela definição de metas reais para o enfrentamento dos desafios ambientais provocados pela ação do homem sobre o clima. Mas pior já estivemos, quando inexistia a preocupação ambiental no mundo. Vamos adiante!

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