Opinião
VIVER MAIS E VIVER BEM
» LYSETTE LYRA ? escritora e membro da AAL. ?A vida é curta demais para ser pequena!?. Já vi esta frase, cheia de sabedoria, em algum lugar que não lembro. Mas, refletindo sobre a minha própria vida, que já chegou aos 87 anos, fico matutando sobre as coisas que já vivi e como todos os acontecimentos que se desenrolaram durante esse espaço de tempo foram rápidos! Já vi passar na minha lembrança três gerações, e o meu bisneto mais velho completou 10 anos. Logo, logo estará um rapaz, se formando, se casando e criando uma nova geração. Certamente já não estarei aqui para vê-la. Como lamento ter que aceitar essa realidade! Com todas as dores com que a velhice nos castiga, viver é muito bom! Poder gozar das modernidades que nos deixam em contato com todo o universo, gozar de toda essa evolução mental e material que transformou o mundo, tornando-o pequeno e fácil em alguns setores! Sobretudo a informática tem tido enorme influência, principalmente no desenvolvimento das crianças. Quanta coisa ainda virá depois que nós partirmos! A vida está cada dia mais se alongando, quem sabe tenhamos a sorte de viver mais e mais? Esta semana casei um neto. Como foram lindas as bodas! Como me emocionei em ver que belas e boas criaturas eu tive a sorte de ver crescer com um pouco de mim, dos meus genes! E os meus bisnetinhos, tão lindos, tão inteligentes! Como são sabidas as crianças de hoje! Com tantas informações amadurecem com rapidez. O cuidado está em saber educá-las corretamente, com dosagens certas de exigências e prodigalidades. Dar-lhes o exemplo de uma vida correta, oferecer-lhes o carinho, mas determinar, sem exagerada rigidez, o cumprimento dos deveres. Espero que herdem dos progenitores as boas qualidades e sejam felizes, neste mundo, também, tão cheio de tentações! Quanto aos noivos, estavam lindos! Carlos Eduardo e Marina, quantas promessas naqueles olhares cheios de cumplicidade! De tanto amor! Que nunca esqueçam os votos trocados ao pé do altar! A vida a dois é difícil, mas é maravilhosa quando dura até o fim; quando há um equilíbrio na vida cotidiana do casal. Que saudade sentimos do companheiro quando ele se vai antes de nós! Mesmo quando somos corajosos, a solidão um dia chega, e ficamos a flutuar no seu vazio. E assim é a vida, correndo, correndo e a gente nem sente que o ano passou! Quanto mais nos ocupamos, ele parece escapar entre nossos dedos! De repente o ano terminou... Que nos trará o novo ano? É tempo de meditar em fazê-lo melhor do que o ano que se foi. Todos nós, seres humanos, temos a obrigação de procurar melhorar o que não está bom.