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A ALEGRIA: FRUTO DA CURA DA ALMA

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» JOSÉ LUCIANO DUARTE ? diácono ([email protected]). ?Estai sempre alegres? (1Ts 5,16) é o conselho do apóstolo São Paulo, assinalando qual deve ser o sentimento dos cristãos enquanto peregrinam nesse mundo. A alegria é a força motriz dos discípulos de Jesus. No entanto, urge compreender essa alegria em seu sentido estritamente cristão. Esta não se trata simplesmente de um sentimento de bem-estar ou de um estado de extrema euforia. Também não significa isenção dos sofrimentos que assaltam, vez por outra, todos os pobres mortais. A alegria cristã encontra seu fundamento em uma certeza: Deus veio ao encontro da humanidade curar as feridas de sua alma, segundo nos diz Isaías acerca dos tempos messiânicos (cf. Is 61,1s). A palavra alma (do latim anima) refere-se àquilo que dá vida, anima. Pois bem, Deus vem sanar tudo aquilo que fere o ânimo do homem, impedindo-o de viver em plenitude. O mundo atual é marcado por tantas fissuras! As denominadas redes sociais caminham lado a lado com a solidão e a depressão. O intercâmbio de informações em tempo real mostra-se incapaz de fazer a intolerância, produtora de violência, arrefecer. E a humanidade tornou-se o somatório de corações feridos... E, nesse contexto, aparentemente sem solução, os cristãos vivem em alegria porque sabem que, no Cristo, as feridas do coração são curadas. As incoerências, as ambiguidades nele encontram a sua superação. Na Palavra de Jesus, os cristãos encontram a rota certa em meio às tormentas do mar da vida. A alegria gera nos cristãos a esperança. Mas alguém poderia afirmar que esta alegria e esperança nada mais são do que alienação da realidade. Puro preconceito no sentido estrito da palavra. Pelo contrário, nada mais realista do que a experiência de crer. Os cristãos sabem onde vivem. Mas há uma diferença: eles sabem como vivem e para que vivem. Vivem na força restauradora da Palavra de Deus, que os aponta para a eternidade. A esperança fruto da alegria é consequência do encontro com o Cristo, mestre da verdadeira experiência espiritual. Esta ensina-nos que crer não é receber de Deus coisas, pois com ele não se barganha. Crer é caminhar na amizade com um Deus insistente em visitar o ser humano, e nele restaurar as feições do homem novo. Que o Natal próximo encha o mundo da alegria verdadeira, pois o Senhor está para chegar. Na sua presença, na força do seu Espírito, toda a humanidade será transfigurada para uma vida verdadeiramente santa.

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