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Opinião

Um grande manancial

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» ÁLVARO MENEZES - engenheiro civil e diretor Nordeste da Abes. Os brasileiros vibram por saber que no Brasil está a maior reserva de água doce da Terra. A situação é boa, pois 12% dela estão aqui e já houve evolução na gestão de recursos hídricos com a criação da ANA (Agência Nacional de Águas) e sua sobrevivência ao ataque permanente do ?lulismo de resultados? que não consegue trabalhar com regulação, legislação, controles. Ainda bem que não é assim quando se trata de recursos hídricos, onde não há discurso político que resolva sem gestão, o que significa ter planejamento, controles e gestores capacitados para associar o atendimento das demandas da sociedade com a sustentabilidade ambiental. Um sistema eficiente de gestão na área de recursos hídricos é imprescindível, pois sua relação direta com o saneamento cria uma cadeia de processos onde não há espaço para amadorismos profissionais ou sonhos ideológicos. A distribuição das reservas de água doce e da população total do Brasil por região é cruel: no Sudeste 42,1% da população dispõe de 6% das reservas; no Sul com 6,5% das reservas vivem 14,4% da população; no Nordeste, apenas 3% para uma população de 27,8%; no Centro Oeste, estão 16,5% para uma população de 7,4% e no Norte, 7% da população ficam com 68% da reserva, porém em Manaus não há 100% de abastecimento de água. A solução para o problema da falta de água em zonas rurais e urbanas não está só em planos de investimentos, necessários, porém insuficientes se não estiverem sempre acompanhados de princípios e atitudes gerenciais que tenham como foco a universalização do atendimento com sustentabilidade econômica, social e ambiental. Um exemplo de como se pode atender mais e melhor a população com serviços de abastecimento de água é a redução das perdas, uma atividade gerencial que utiliza visão empresarial, competência de técnicos, tecnologias, atitudes comerciais na venda dos serviços e relação com clientes, inovação e parcerias entre empresas públicas e privadas para fazer com a melhor relação custo x benefício serviços que resultam no aumento da oferta de água sem implicar em novas obras. O dr. Gesner Oliveira, economista e estudioso do setor de saneamento, afirma que o grande manancial de água doce disponível no Brasil está na redução das perdas. Assim, para aproveitar esse manancial e proteger nossa reserva de água doce é imperioso ter serviços de saneamento bem administrados.

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