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Opinião

De olho neles

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Entendo que é uma obrigação de cada alagoano ocupar os espaços a que tem direito e as oportunidades a que tem acesso para reforçar a luta contra a corrupção, a insegurança e o mal das drogas. Por que isso? Porque são eventos que retratam seriamente e comprometem o futuro do nosso Estado. A ganância desvairada, aliada à ausência de políticas públicas que venham contribuir para minimizar o avanço desenfreado das condições de segurança, e a proliferação incontrolável do tráfico de drogas nos colocam hoje na trágica posição de líderes em crimes de morte no País. Estar na vanguarda dos índices mais negativos de analfabetismo e violência nos incomoda, nos humilha e nos choca. O crack e a oxi, subproduto da cocaína, estão destruindo vidas de jovens que poderiam estar na escola, no trabalho, sendo úteis a si e à sociedade, construindo um futuro digno. No entanto, estão aí, entregues ao vício, à desgraça, ao crime, se matando e destruindo outras vítimas que, por ironia do destino, cruzam os seus caminhos. Daí, precisamos louvar o conjunto de ações lançado pelo governo federal para o combate às drogas, principalmente focado no crack. Na sua campanha, ano passado, a presidente Dilma Rousseff defendia essa bandeira, demonstrando grande preocupação com o transloucado crescimento do tráfico e do vício no Brasil. É um investimento que soma quatro bilhões e envolve uma parceria entre união, Estados e municípios. Com isso, pretende-se aumentar a oferta de tratamento de saúde de usuários da droga, combater o tráfico e suas organizações criminosas. Mas entre o programa anunciado pelo governo e sua prática com determinação e lisura tem algo que nos deixa apreensivos: são eles, aqueles periculosos que estão bem instalados em seus gabinetes, especialistas em desvio de recursos para engordar seus bois, engordurar as contas de suas ONGs maquiavélicas, distribuir um quinhão aqui e outro ali entre os seus fiéis laranjas. Aqueles que metem a mão na merenda das criancinhas das escolas; aqueles que desviam os recursos destinados aos infelizes castigados pelas intempéries; aqueles que arranjam sempre um jeitinho e outro entre a verba de auxílio paletó ou a GDE, que chamam de ?Gratificação por Dedicação Excepcional?. Ora, alguém tem dúvida de que pode estar sendo assinada uma nova rubrica da corrupção? Afinal, o programa está focado em territórios em que as feras transitam muito bem, como escolas, área de saúde e associações comunitárias. Não custa nada ficar de olho neles.

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