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Opinião

Mais ou menos generosidade em foco

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Às vésperas do Natal, uma pesquisa internacional indica que o Brasil teria caído nove posições entre os países onde o povo é mais generoso. A enquete global é assinada por uma entidade chamada Charities Aid Foundation (CAF), cujo endereço físico está locado no Reino Unido. Em 2010, o Brasil cravou a 76ª colocação. Ao fim deste ano, figura no 85º posto (empatamos com os argentinos). A pesquisa se norteia por três perguntas básicas (formuladas não exatamente assim) em relação a atividades no mês anterior: doou dinheiro a alguma instituição de caridade? Realizou trabalho voluntário? Ajudou algum estranho que precisava de ajuda? A média das respostas a esse trio de quesitos fornece um índice percentual que classifica os mais e menos generosos. E quais seriam os mais e os menos generosos países do mundo? No pódio dos mais solidários estão, nesta pesquisa, os moradores dos Estados Unidos, seguidos pelos irlandeses, australianos e neozelandeses. O Reino Unido galgou três posições do ano passado para cá, e empoleirou-se no quinto lugar. No fundo do poço da solidariedade, a CAF diz que estão Croácia, Albânia, Grécia, Burundi e Madagascar. Diz ainda a CAF que 2011 aponta para um ?aumento na generosidade dos cidadãos dos países pesquisados, com um crescimento do índice global de 31,6%, em 2010, para 32,4%?. Garante ainda que ?foi verificado um aumento na ajuda a estranhos e no tempo dedicado a trabalhos voluntários. Por sua vez, as doações em dinheiro tiveram queda?. E indica que o mais expressivo aumento de generosidade foi registrado na Ásia. De índices o mundo anda cheio, quase todos elaborados por ONGs, o que amplia as desconfianças sobre os resultados, mas é indispensável se atentar para as tendências identificadas nesses estudos. Metodologias, focos e parâmetros podem e devem ser questionados, mas só advirão resultados positivos se considerarmos que precisamos rever nossas práticas solidárias e ampliar nossos gestos de generosidade. Independente dos rankings, sempre podemos ser mais generosos, mais solidários. Isto é ser mais cidadão e mais cristão.

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