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Opinião

NEFASTOS PRESENTES DE NATAL

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A educação em Alagoas levou uma imensa rasteira com a decepcionante anulação do vestibular da Uncisal (antiga Escola de Ciências Médicas). Salvo melhor juízo, pressupõe-se uma sucessão de erros, a partir da escolha da empresa que organizou o certame, culminando com a falta de fiscalização. Cochilo homérico que lança por terra o esforço de recuperação moral da instituição. Não é a primeira vez que a unidade educacional se vê às voltas com problemas nessa área. Parece que a cabeça de burro enterrada ainda não foi encontrada... Pior de que isso é a imoral taxa de mortes violentas em Alagoas. São 66 por cem mil habitantes. Em 10 anos, pulamos de 25 para esse número assombroso. Se no ano 2000 estávamos com uma taxa ?razoável?, digamos assim, em 2006 o número de assassinatos já estava em 55. O detalhe é que os últimos dois governantes são pessoas avessas à violência. Nunca fomos um monumento de respeito à vida alheia. A política sempre foi marcada por episódios sangrentos, covardes chacinas, emboscadas a soldo de interesses pessoais e grupais por poder, cargo ou dinheiro, quando não por simples vingança. Face aos braços, muitas vezes atróficos, raquíticos e impotentes da polícia e da justiça, injúrias morais ou físicas foram lavadas com sangue. Apesar da destacada e inglória posição nesse ranking perverso, nossa brava e pequenina Alagoas não é estrela solitária. Poucos são os Estados que conseguiram algum resultado satisfatório. O retrato que se tem da maioria das polícias é de ineficácia, ou perplexidade, diante da crescente violência. Com a brandura das letras da lei, a não ser em filmes laudatórios, os bandidos perderam o respeito pela policia. Enquanto esta vivencia e chora a perda da autocompostura. A década que passou foi decisiva. Nunca se fez tanta demagogia com o dinheiro público. Tanto malabarismo promocional. Bons companheiros (talvez despreparados) convocados a participar de uma sociedade democrática meteram os pés pelas mãos (e estas nos bolsos) e escandalizaram a nação com uma série de traquinagens. Hoje, o insepulto esquema do ?Mensalão? parece coisa de trombadinha. Só esse ano, oito ministros foram notícia por má conduta. País de Lulas e Lulinhas, Malufes e Sarneys, quando se fala de violência logo vêm o imperialismo ianque, o fosso social, drogas, má distribuição de renda, oprimidos e opressores. Impunidade como fator de incentivo aos crimes, ninguém fala nada.

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