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Nº 5750
Opinião

Em prol dos idosos

Transcorrida mais uma semana de atividades alusivas ao Dia Internacional do Idoso, a maioria das pessoas da chamada terceira idade, em vários países, sobretudo nos de menores índices de desenvolvimento humano, continua aguardando as soluções, de há muito

Por | Edição do dia 02/10/2002 - Matéria atualizada em 02/10/2002 às 00h00

Transcorrida mais uma semana de atividades alusivas ao Dia Internacional do Idoso, a maioria das pessoas da chamada terceira idade, em vários países, sobretudo nos de menores índices de desenvolvimento humano, continua aguardando as soluções, de há muito prometidas e defendidas, para seus principais problemas. Um deles é o Brasil que, em 2025, será a sexta nação do mundo em número de idosos. E tem, no contingente de 18 milhões de aposentados e pensionistas, 12 milhões recebendo apenas um salário mínimo por mês. Mas a passagem do mais recente Dia do Idoso, a exemplo de outros anos, não deixou de servir para lembrar alguns avanços, cobrar novas ações do poder público e de outros setores para esse segmento da população. Uma dessas cobranças acaba de ser feita pela senadora Maria do Carmo Alves. Segundo ela, após a conquista da longevidade da população brasileira, a preocupação agora deve ser adicionar qualidade aos anos a mais que serão vividos, promovendo-se a integração social e o respeito ao idoso. Os números que acabamos de citar constam de uma matéria divulgada ontem pela Agência Senado. E foram lembrados pela representante do Estado de Sergipe no Senado, que vê, com motivos de sobra, o valor do salário mínimo “claramente insuficiente para quem, além de seus gastos rotineiros, deve preocupar-se com a compra de remédios e, muitas vezes, com o sustento de outros membros da família”. Temos que agir urgentemente e com a maior seriedade para enfrentar os desafios do empobrecimento crescente. Mais de 2 bilhões de pessoas, quase a metade da humanidade, vivem com menos de dois euros por dia. O Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) já mostrou o País com 14.536.029 pessoas com 60 anos ou mais de idade, a maioria mulheres (55,1%), e o grau de urbanização da população idosa acompanhando a tendência da população total, chegando em torno de 81%. E verificou que, além da maior parte deles depender da aposentadoria ou pensão, 62,4% dos idosos são responsáveis pelos domicílios. Destes, apenas 17,9% são ocupados com uma só pessoa. E, ainda, do total de idosos, cerca de 5,1 milhões são analfabetos.

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