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O BRASIL EM 6� LUGAR: O QUE ISTO SIGNIFICA?

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Sem dúvida pode ser considerado um presente de Natal a notícia dando conta da ascensão do Brasil para o invejável posto de 6ª maior economia do mundo. A novidade correu o mundo quando nem bem haviam se dispersado farfalhar do desfazimento das embalagens das lembranças dos Papais Noéis deixadas aos pés das árvores natalinas mundo afora. Atento às possibilidades de desabrochamento de tendências ufanistas do tipo da nada saudosa ?ninguém segura este País?, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, cuidou de declarar que ?os brasileiros podem demorar entre 10 e 20 anos para ter um padrão de vida semelhante ao europeu?. É apropriado o alerta, pois os rankings econômicos não são automaticamente traduzíveis em índices de qualidade de vida, distribuição de renda, nem mesmo estabilidade no processo de desenvolvimento. Esses pódios revelam óticas setoriais, mesmo quando se referem a dados genéricos e amplos como a posição econômica das nações num dado momento histórico. Este é o caso presente. Deve ser comemorado, mas com parcimônia; e mais como uma reafirmação do potencial (e do risco) brasileiro. Como disse também o ministro da Fazenda, isto ?significa que vamos ter que continuar crescendo mais do que esses países, aumentar o emprego e a renda da população. Temos um grande desafio pela frente?. Em verdade o pulo para a sexta posição entre as maiores economias mundiais se deu pelo fato do Reino Unido ter claudicado frente à crise global da hora. Esse tropeço, porém, foi dado por quem já foi a principal potência mundial e, justiça seja feita, tem experiência de sobra no ramo global. Não se trata de mera lembrança histórica a supremacia britânica, pois há apenas um século era, inegavelmente, o ?império onde o sol nunca se põe?. Hoje, baqueada por duas guerras cruentas vencidas ao custo de terríveis sacrifícios de seu povo e de prejuízos inestimáveis a sua pujança econômica, o leão britânico parece manquitolado; mas se engana quem pensar que está sem presas. Festejemos a sexta colocação, mas cuidemos ainda mais de nossa dentadura pois o futuro muito exigirá dela.

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