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Opinião

CRESCER NA ECONOMIA COM INSER��O SOCIAL

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Ainda repercute a inversão de posições de Grã-Bretanha e Brasil entre a sétima e a sexta posições no ranking das maiores economias mundiais. Uns saúdam os brasileiros, alguns espetam os britânicos; mas todos demonstram surpresa. Surpreende mais o baque britânico que a ascensão brasileira, até porque o tímido crescimento de nossa economia nos últimos tempos, por si, não possibilitaria tal câmbio de colocação. Ademais, a opinião pública e publicada está (e estava) com as atenções centradas nas vicissitudes da Zona do Euro, área de onde a velha e boa libra esterlina tem procurado manter distância desde o nascedouro da moeda comum de boa parte do Velho Mundo. Leve-se em consideração a origem dessa avaliação: um prestigiado centro de pesquisas britânico, o CEBR (Center for Economic and Business Research), assinatura que qualifica a análise. Os estudiosos britânicos avaliam ainda que o declínio da Grã-Bretanha seguirá ?nos próximos anos, com Rússia e Índia empurrando o país para a oitava posição?, mas a previsão completa indica a economia britânica, mesmo com essas dificuldades, vindo a ?superar a [economia] francesa até 2016?. Afirmam os cientistas do CEBR que ?isto é parte da grande mudança econômica, onde não apenas estamos vendo uma mudança do Ocidente para o Oriente, mas também estamos vendo que países que produzem commodities vitais ? comida e energia, por exemplo ? estão se dando muito bem, e estão gradualmente subindo na ?tabela do campeonato econômico??. Ou seja: estamos diante de uma tendência da economia global em favor do modelo brasileiro. Mas todo cuidado é pouco, pois commodities, mesmo ?vitais?, em sendo produtos primários, agregam pouco valor e não asseguram necessariamente a edificação de redes produtivas pujantes e sustentáveis, correspondendo ao ascenso econômico a inserção social de amplas parcelas da população e a elevação significativa do padrão de vida. E estes são desafios incontornáveis para o Brasil contemporâneo. O desafio, ainda longe de ser respondido, é este: vincular crescimento econômico e inserção social em massa.

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