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Opinião

SOMENTE DEPENDE DE N�S

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Em três dias, 2012 chegará, e finalmente poderemos entender, ou ainda não, o que a profecia Maia previa para esse ano mágico. A principal profecia do guerreiro Maia Pacal Voltan, escrita em 600 a.C e encontrada nos anos 1980, numa pesquisa arqueológica no México, nunca foi muita clara para a maioria dos que tentaram estudá-la, a não ser que em 2012 o planeta experimentaria uma grande transformação. Essa mudança, no entanto, obedeceria à vibração energética da humanidade. Em outras palavras, tudo dependeria de nós. Independentemente das curiosas informações contidas no escrito do povo Maia, que, diga-se de passagem, merece nosso grande respeito como civilização, inclusive porque detinha uma ciência bem desenvolvida, especialmente na matemática, a profecia de Pacal Voltan fazia pensar que a tarefa de transformação do mundo sempre coube, e ainda caberá, a nós que estamos atuando, nesse momento, no palco da vida. Depois de tanto desenvolvimento científico, talvez os Maias quisessem justamente alertar para não nos esquecermos do precioso e definidor componente humano. A esperança, a luta, a transformação, proteção e degradação, violência e paz, tudo isso sempre dependeu de nós. Se nossa civilização ocidental foi capaz de superar, por meio da busca por conhecimento, tantos desafios na medicina, nas comunicações e nas tecnologias, será capaz também de mudar o quadro da fome, da guerra, da desigualdade e do desamor. Esse último, possivelmente a causa primeira de todos os males que vivenciamos em nossos dias. Na chegada de um novo ano, sempre místico como é toda nova esperança, torçamos para que nós, habitantes do planeta, sejamos mais humanos e guiados pela luz da sabedoria. Nessa era de violência, lembremo-nos de um poema famoso de Vladimir Maiakóvski: ?Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor do nosso jardim, e não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E por que não dissemos nada, já não podemos dizer nada?. Nossa indiferença contribui para a perpetuação da violência. A todos os que mantêm acesa em seu coração a chama da esperança, um 2012 repleto de paz, amor, harmonia e sabedoria.

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