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BRASIL: 6� ECONOMIA MUNDIAL. HEIN?

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Ainda nas primeiras horas do último dia 26, soube do extraordinário fato. O meu País, cujas desigualdades sociais vêm se reduzindo ?como nunca antes?, cujo crescimento se mantém, a despeito das maiores crises econômicas mundiais desde 1929, que reduziu a miséria a níveis ?nunca antes vistos? (e que pretende exterminá-la), que inseriu milhões de pobres na classe média, que elegeu presidente, por duas vezes, um ex-operário que não gosta de ler (mas que sabe ler a alma e as necessidades de seu povo, como poucos), e que fez de uma mulher a sua sucessora (ambos maciçamente aprovados pelo eleitorado), que vem apresentando, nos últimos 9 anos, os melhores índices econômicos e sociais da nossa história e que resgatou a autoestima da imensa maioria do povo brasileiro havia ultrapassado o Reino Unido e se tornado a 6ª maior economia mundial. Mas descobri que isto pouco importava, graças ao jornal de fim de noite de maior audiência da TV brasileira, que tudo fez para desmerecer a conquista. O Brasil continuava com um PIB ?per capita? muito inferior ao do Reino Unido (nossas desigualdades e mazelas são assaz superiores) e o fenômeno se deveu mais à queda daquele do que à ascensão deste, afirmou, como assim assinalado por todos os jornais britânicos. Toda a matéria fora preparada para desconstruir o valor da conquista brasileira. Não havia do que orgulhar-se. Nauseado, fui aos jornais britânicos. Nem precisei traduzir o que li. Aqui mesmo, a própria Gazeta de Alagoas/FolhaPress, reportando-se exatamente aos jornais de lá, informava que ?esta mudança de posições entre Brasil e Reino Unido faz parte de uma tendência mundial. (...) Estamos vendo que países que promovem commodities vitais ? comida e energia, por exemplo ? (...) estão gradualmente subindo na ?tabela do campeonato econômico??. E arrematou: ?(...) o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao ?futebol e às favelas sujas e pobres?, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global?. Quer dizer: sempre haverá razões que explicam conquistas. Explicam, não desmerecem. Nem os jornais britânicos desmereceram a nossa. A verdade é que o jornalão esteve escancaradamente imbuído, com sua reportagem, em desconstruir o mérito do País nessa conquista. Aliás, qualquer mérito é, no mínimo, olvidado por ele(s). Apenas porque não apoia o governo Dilma, como não apoiava o governo Lula. Esquecido de que TV é uma concessão. E isto não significa um exercício de liberdade de expressão.

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