Opinião
MENOS ASSASSINATOS: SER� ESTA A TEND�NCIA?
Até o meio da tarde de ontem, a contabilidade dos assassinatos cometidos em Alagoas registrava a lamentável marca de nove homicídios nos dois primeiros dias do ano. Dado vergonhoso, apesar de ser drasticamente menor que o anotado nas 72 horas iniciais de 2011, quando foram contados 25 crimes de morte apenas nos 49 municípios atendidos pelo Instituto Médico Legal de Maceió (até o fechamento da reportagem publicada no dia 4 de janeiro do ano passado, o IML de Arapiraca, responsável por 53 cidades, não havia informado seus números). Tudo indica que começamos este ano bem menos pior que principiamos 2011 em termos de homicídios. Mas entre constatar essa diferença positiva e comemorar o fato existe uma grande distância, pois nada ainda confirma uma tendência de redução significativa na violência que campeia em Alagoas. Em verdade, só alguma mente estúpida pode apostar no ?quanto pior melhor? especialmente quando tratamos de violência. Todos, em bom senso, torcemos por uma queda drástica, radical, nos números relativos a assassinatos e todas as demais formas de violências contra as pessoas e demais crimes contra o patrimônio. Nossa torcida é, portanto, para que essa redução aparente (posto só estarmos aqui comparando as notícias veiculadas nos primeiros dias dos anos de 2011 e 2012) possa ser mantida, no mínimo, na ordem dos 2/3 para menos. Seria esta uma meta absurda? Se considerarmos a situação de um Estado que não seja o campeão da violência em seu país, uma redução de 66% pareceria alta em demasia, mas ao analisamos a realidade alagoana é-nos impossível reivindicar menos que isto, tamanho é o absurdo retratado por nossos índices de criminalidade. Esperamos que as primeiras 72 horas de 2012 se confirmem com índices muito mais reduzidos em relação a 2011. Ansiamos para que tal retração que venha a se consolidar nesses três dias iniciais seja um indicativo de uma reversão marcante na criminalidade alagoana. Alagoas não merece tamanha privação, tamanho opróbrio, de ser o Estado mais violento do Brasil.