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Opinião

Bagun�a e viol�ncia como m�todo

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Não só a marginalidade rotulada como tal faz parte do cenário de ampliação da violência em Alagoas. Cresce paulatinamente a utilização da baderna, da intimidação e da agressão física como métodos ?reivindicatórios?. O recente episódio envolvendo supostos taxistas e fiscais da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito é emblemático desta escalada da anticidadania. Conforme toda a mídia noticiou, cobrindo os fatos in loco, os autointitulados ?trabalhadores do transporte alternativo?, ao serem cobrados pelo cumprimento da lei que desrespeitam cotidianamente, revoltaram-se contra a apreensão de um veículo que servia de ?taxi-lotação? e resolveram a questão com o uso da força bruta. Enfraquecido, acovardado, o poder público simplesmente assistiu-se ser desmoralizado. Os insatisfeitos não só botaram para correr os ditos fiscais, como lhes tomaram o veículo apreendido, lhes arrancaram das mãos os documentos recolhidos, aplicaram-lhes uns sopapos. E, não satisfeitos com tamanha demonstração de brabeza impune, queimaram pneus na mais movimentada avenida da parte alta de Maceió, interrompendo o trânsito e prejudicando deliberadamente milhares de pessoas. O tipo de infração cometida pelos ?insurgentes? passa a ser ponto secundário frente à questão mais grave que se comprova diante desses fatos. O grande problema é o irresistível ascenso da violência e do banditismo como métodos ?válidos? para se reivindicar algo ou para se protestar contra alguma coisa. Fiscais querem aplicar a lei? Que sejam estapeados, agredidos sem pena. Os agressores não precisam nem se preocupar com a polícia, pois sua reação restringe-se a tentar acalmar os baderneiros. O mal-afamado cassetete foi definitivamente substituído pelo chazinho de camomila. Como os eflúvios têm demonstrado pouco resultado frente à fúria das turbas, resta ao cidadão comum sofrer quieto e aos fiscais e demais agentes públicos apanharem calados. Frente à lei, em Alagoas, tem sido interposto o grito; se o berro não bastar, descem-lhe o braço. E, ao fim e ao cabo, fica tudo como dantes no quartel de Abrantes.

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