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MEU QUERIDO SALESIANO

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Meus vinte e cinco leitores me permitirão usar os 2.500 caracteres que a Gazeta de Alagoas me concede a cada quinzena para expor hoje uma série de reminiscências pessoais, que têm início na minha infância e até antes de meu nascimento, de profundas ligações afetivas com o Colégio Salesiano, do bairro da Boa Vista, Centro do Recife. Disse ?até mesmo antes de meu nascimento? porque mamãe, aos 13 anos de idade, fizera sua 1ª Comunhão na capela do Salesiano, no velho prédio, chamado Palácio do Mondego, onde fora fundado o colégio em fevereiro de 1895. Nasci a algumas poucas centenas de metros dali, na Rua Velha. Menino de nove a onze anos, muitas vezes vim ao Santuário do Sagrado Coração, ainda incompleto, sem a torre e a fachada. Ali, se realizava a adoração ao Santíssimo Sacramento, todas as sextas-feiras do ano, da qual participei algumas vezes com o fervor infantil, próprio da idade. O primeiro salesiano que conheci foi o Pe. Aécio Polla, diretor do colégio, que me recebeu como aspirante. Passei dois dias no colégio, indo para Jaboatão, sede do aspirantado (seminário menor) no dia 10 de fevereiro de 1939, dia da morte do Papa Pio XI, o Papa de Dom Bosco. Depois do primeiro ano em Jaboatão, vim para o Salesiano do Recife, onde cursei o ginásio a partir do 2º ano, de 1940 a 1942. Voltei ao Salesiano do Recife em julho de 1944, doente, com uma infiltração nos pulmões, e aí fiquei até o fim daquele ano. De volta de Cajazeiras, passei o ano de 1946 outra vez no Salesiano do Recife. Após três anos em S. José dos Campos ? São Paulo, voltei para o Salesiano do Recife, no ano de 1950, após haver feito os votos perpétuos no Santuário do Sagrado Coração. Recém-ordenado sacerdote, celebrei minha primeira missa cantada, a Missa Nova, como se chamava então, no mesmo Santuário. Meu primeiro trabalho como sacerdote foi o de secretário do inspetor, residindo na sede da Inspetoria, que então pertencia à comunidade do Salesiano do Recife. Ali, fiquei de 1955 a 1965, ano em que fui nomeado reitor do querido Santuário do Sagrado Coração. Após três anos em Aracaju, voltei ao Salesiano do Recife, então como diretor do colégio, cumprindo o triênio 1969-1971. Neste período, foram construídas as salas de aula do 2º andar do prédio central, no lugar dos dormitórios do internato, que fora extinto, e o colégio começou a admitir alunos do sexo feminino, inicialmente só no científico (hoje nível médio). Guardo no coração, agradecido a Deus por tantos dons que me concedeu, essas reminiscências da minha vida.

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