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Opinião

NOSSA ORLA EM P&B

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Os números do fluxo turístico em Alagoas no ano passado são estimulantes porque representam um crescimento próximo de 9% comparando com 2010. A Infraero divulgou dados que confirmam o desembarque de mais de 1 milhão e 500 mil passageiros no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Entre dezembro e janeiro desse ano, a movimentação continua intensa e os hotéis recebem uma ocupação, segundo a ABIH-AL ? Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas superior a 80%. Justamente agora quando somos anfitriões de centenas e centenas de turistas; quando o verão nos aquece com o seu sol brilhante e o mar ganhou as cores das águas mais bonitas de todos os oceanos; quando os grandes cruzeiros aportam trazendo gente de muitos lugares; quando vários voos charters pousam no aeroporto com visitantes de diversos países da Europa, observamos com certa tristeza que o dever de casa não foi cumprido com o capricho que deveria. Observamos também que o planejamento para receber esse público tão especial que nos traz recursos e gera renda para centenas de trabalhadores não foi tratado com o esmero que se esperava. Pajuçara, Ponta Verde e Jatiúca, nossas joias raras, principais cartões postais da cidade, estão sujas, não se vestiram com o melhor enxoval para receberem os seus nobres convidados. Estamos vendo a urbanização da orla mal cuidada com poucos operários trabalhando no percurso de aproximadamente oito quilômetros entre Pajuçara e Lagoa da Anta, principais trechos de visitação e fluxo de pessoas. Pega mal a fedentina que exala provocada por urina humana; os passeios manchados de fezes expelidas por animais como cães incluindo os vira-latas, hóspedes da área, éguas e cavalos, muito comuns principalmente entre a balança do peixe e e as jangadas que fazem o passeio das piscinas naturais. Não existe fiscalização para coibir. O calçadão também não é lavado para reduzir o odor do líquido ácido despejado pelos inconsequentes; (Também não existe WC público!) o lixo jogado pelos estúpidos em qualquer lugar é recolhido com a lentidão do jabuti. Somem-se a isso as quedas e os hematomas provocados pela péssima qualidade do calçadão cheio de desníveis, buracos. O belo está virando um passeio perigoso para os idosos caminhantes nos horários de suas atividades físicas, porque ficam expostos a sofrerem acidentes com consequências graves. A movimentada orla de Maceió outrora viva em cores está sendo fotografada em preto e branco apesar dos dourados carnês do IPTU que estão chegando por aí.

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