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BARRA DE S�O MIGUEL, A BOLA DA VEZ

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O mais decantado balneário de Alagoas, exuberante por sua beleza, virou a bola da vez. Lá, costuma-se falar que está o nosso PIB, concentram-se senadores importantes, governador, ex-governadores, prefeitos, deputados de todos os matizes, empresários, usineiros, enfim, lá, é o Caribe, Búzios, é a Miami Beach daqui. Lá, estão erguidas mansões cinematográficas que chegam a custar três, quatro, muitos milhões de reais. Mas lá, assim como no Benedito Bentes, Santa Lúcia, Clima Bom, Jacintinho e outros tantos bairros, a violência chegou pesada. Perdeu-se a paz com os bandidos assaltando a mão armada fazendo reféns, invadindo casas, acabando com o sossego do outrora paraíso. Numa das últimas edições do jornal Gazeta, a reportagem do jornalista Lelo Macena mostra em detalhes a sequência de eventos criminosos, no mínimo preocupante. São relatos dramáticos de moradores que se sentem ameaçados por marginais; são turistas apavorados que dizem não voltar mais; família de Brasília teve casa onde se abrigava invadida por homens armados onde adultos e crianças viveram momentos dramáticos. No dia seguinte anteciparam suas férias e foram embora, claro. Quem ficaria? Uma comerciante teve sua residência assaltada e o marido espancado com coronhadas de pistola no rosto. Em frente a um supermercado, no Centro da cidade, três mulheres foram abordadas e obrigadas pelos meliantes a levá-los à casa onde elas estavam hospedadas. Além de outros pertences, o automóvel também foi roubado. A reitora da Universidade de Goiânia que veraneava foi atacada por bandidos e também teve seus pertences surrupiados. Duas coisas nos causam certa preocupação: uma delas é o fato das autoridades divulgarem que os índices da violência no Estado estão caindo, mas o que está nas ruas mostra exatamente o contrário; a outra, especificamente com relação à Barra de São Miguel, é que os veranistas de lá são donos de grande força política e econômica, daí entender-se que unindo esse potencial, facilitaria exigir do Estado um olhar especial nesse quesito tão fundamental para a tranquilidade da população que é a segurança. Políticos, principalmente, e grandes empresários e industriais geralmente estão blindados por proteção pessoal, a maioria à custa do erário público. A nossa maior riqueza é o turismo, é a beleza privilegiada que a natureza nos concedeu. Não há como explicar que o Francês e a Barra se limitem a meia dúzia de policiais para fazer a segurança de uma população circulante que nesse período chega a quarenta, cinquenta mil pessoas. Convenhamos, esses conceitos precisam ser revistos com urgência.

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