Opinião
Diferenciando
EDINALDO A. M. DE MÉLO * No atual mundo globalizado, com tantas opções de produtos e serviços à disposição dos consumidores, empresas e administrações públicas dos mais diferentes tipos e lugares participam de acirradas disputas adotando diversas estratégias. Em geral, são cinco os recursos utilizados para sobrevivência no atual mercado: 1º) fazer com que a marca se torne conhecida; 2º) facilitar uma percepção de qualidade; 3º) relacionar-se com os clientes, antecipando suas necessidades e criando condições para a fidelização; 4º) desenvolver processos que permitam a identificação de recursos exclusivos no produto ou serviço; 5º) estabelecer uma identidade ou personalidade. De acordo com a revista Exame, os oito critérios de avaliação para uma empresa ingressar no seleto clube das 100 melhores do país são: remuneração; benefícios; treinamento e oportunidades de carreira; segurança e confiança na gestão; orgulho do trabalho e da empresa; clareza e abertura na comunicação interna; camaradagem no ambiente de trabalho e, responsabilidade social. Um dado interessante: ?Na média, as melhores empresas para se trabalhar foram três vezes mais lucrativas que as outras?. Antes, o que importava eram os resultados. Agora, além dos resultados, o que realmente faz a diferença são os talentos, as pessoas. No mundo do trabalho está visível a mudança de valores. Para manter pessoas talentosas e formar equipes que realmente façam a diferença, não basta apenas ter dinheiro. É preciso que os líderes das organizações olhem para os seus funcionários não apenas como trabalhadores, mas sim como pessoas. A essência da liderança e do sucesso em qualquer atividade é a compreensão do que ocorre na mente e no coração das pessoas. Traduzindo melhor, significa entender a hierarquia das necessidades humanas e de suas reações. Tudo está sendo reinventado, redescoberto. Porém, somente se reinventa quem é humilde. A mudança é o único estado permanente. Alguns empresários e, sobretudo, administradores públicos, ainda resistem a entender e incorporar esse novo caminho. Esquecem-se que o que importa não é o tamanho da organização que dirigem e sim o tamanho da visão. Empresas de alto padrão praticam a inclusão. Isto se reflete não só na prática da responsabilidade social e comunitária mas também, e principalmente na inclusão interna. No mercado não vale o que você é ou diz ser, vale a percepção dos clientes. Somente a partir da construção de relacionamentos, construção de lealdades, fidelização, criação de ambientes internos felizes, melhoria da eficácia das pessoas, estarão levantadas as bases da diferença nos dias de hoje. Quando se exclui, deixa-se de reconhecer a unidade do ser humano, que tem múltiplas dimensões profissionais e pessoais, que tem um nível físico, metabólico, emocional e espiritual, que tem cérebro, coração, mãos e pés. A organização é o lugar por excelência onde estes aspectos podem e devem ser integrados. (*) É PROFESSOR DA UFAL