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Nº 5716
Opinião

Meio ambiente

O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), Rômulo de Melo, acaba de entregar ao ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, o Geo-Brasil 2002, com perspectivas sobre o meio ambiente no País para os próximos 3

Por | Edição do dia 05/10/2002 - Matéria atualizada em 05/10/2002 às 00h00

O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), Rômulo de Melo, acaba de entregar ao ministro do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, o Geo-Brasil 2002, com perspectivas sobre o meio ambiente no País para os próximos 30 anos. Ele foi elaborado pelo próprio Ibama com a participação de vários organismos oficiais e organizações não-governamentais (Ongs) e apresentado na Cúpula Mundial do Meio Ambiente, a Rio + 10, realizada recentemente em Joannesburgo, na África do Sul. Segundo matéria produzida pela Agência Brasil, o documento será encaminhado aos candidatos à Presidência da República, Senado e Câmara dos Deputados. E já nos próximos dias será iniciado, com o Estado de Goiás, um trabalho de compilação de dados, que se estenderá aos demais, a fim de que os governos tenham uma radiografia de cada localidade para basear a formulação de políticas públicas sobre o meio ambiente dentro das prioridades traçadas pelo Geo-Brasil 2002. Trata-se de mais uma iniciativa importantíssima. Como tantas outras medidas voltadas para a melhoria da qualidade de vida das populações mediante o combate à destruição dos recursos naturais e a implementação de campanhas educativas. Inclusive, há inúmeras propostas que vêm sendo defendidas há vários anos, entre as governamentais e de setores da sociedade civil organizada até agora não colocadas em prática. Mais devido à insensibilidade e a falta de disposição, de empenho, de tratamento prioritário do próprio governo. O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) mostra isso claramente, através do boletim Orçamento, de agosto deste ano. Consta da publicação que o Orçamento da União de 2002 contempla a função gestão ambiental com R$ 2.790,416.084,00, mas até 26 de julho tinham sido gastos apenas 9,53% deste montante. Os dados do Inesc também indicam que o governo federal tem dificultado a realização de outras ações indispensáveis à garantia de melhores serviços no campo social. Sobretudo, nas áreas de saneamento e abastecimento de água, onde os investimentos continuam insuficientes. Esses números denunciam uma realidade que não pode deixar de ser motivo de discussão. E devem subsidiar os novos estudos relacionados à questão ambiental.

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