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Opinião

SOMOS A 6� ECONOMIA MUNDIAL. E DA�?

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No fim de 2011, a mídia deu destaque ao fato de o Brasil ter se tornado a 6ª economia do mundo. Como vivemos nós, brasileiros? Temos uma qualidade de vida compatível com nosso índice econômico? Medir um país pelo seu Produto Interno Bruto (PIB) nos confere um laudo de alto padrão? Como está o Brasil em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud)? Calculado em 187 países, o IDH foi introduzido numa tentativa de desviar o foco apenas do desenvolvimento econômico, medido pelo PIB, e avaliar também outros indicadores, como expectativa de vida, média de anos escolar, acesso à saúde e distribuição de renda. A Noruega lidera o IDH, com nota máxima: 0,943. A segunda é a Austrália, com 0,929, seguida pela Holanda, com 0,910. Esses países fazem parte de um grupo de 47 com desenvolvimento considerado muito alto. O Brasil está na 84ª posição e com nota 0,718 em um grupo inferior. Li, nos Estados Unidos, uma matéria da BBC Brasil (British Broadcasting Corporation) demonstrando o quanto o IDH avalia a qualidade de vida. A matéria foca brasileiros que vivem no exterior. Ouve seus depoimentos e compara a vida atual com a de nossa nação. O geógrafo entrevistado, Leonardo Dória, mora há 10 anos na Noruega, país líder do IDH. Ele concorda que o custo de vida seja alto: ?Mas os salários compensam, e tudo o que você paga está relacionado a sua renda anual?. Na Holanda, para se ter acesso à saúde, o cidadão precisa ter um plano cujo valor é calculado baseado em sua renda. ?Aqui, a escola é pública e todo mundo frequenta, até o filho da princesa?, diz a goiana Márcia Curvo, orgulhosa do país que adotou. Outra brasileira, Eliane Brás, que mora em Toulouse, sul da França, país classificado no 20º lugar no IDH, declara: ?A gente tem estabilidade, pode pensar em comprar uma casa, um carro, e o governo ajuda, se for preciso?. O Brasil tem avançado; porém, muito abaixo de seu potencial. Três milhões e oitocentas mil crianças estavam fora da escola em 2010, informou a reportagem do JN de 07/02/12. A meta do ?Todos pela Educação? é que 90% dos jovens concluam o Ensino Médio até 19 anos. Se for mantido o ritmo atual, a previsão é que somente 65% consigam. Também está planejado um investimento de pelo menos 7% do PIB, atualmente em 5,1%. Caso consigamos esse índice, ainda estaremos distante dos 47 países desenvolvidos.

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