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Opinião

MINHA EXPERI�NCIA NA OCEANIA

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Esperamos muito tempo para conhecer os países desse longínquo continente, que sempre nos despertou enorme curiosidade por julgarmos suas características tão diferentes do resto do mundo. Foi um erro: deve-se visitá-lo mais jovem, para desfrutar melhor suas belezas e sentir, com menos cansaço, sua distância. Fomos por Buenos Aires, mas é melhor ir por Santiago ou pela África do Sul. Usamos como transporte a Aerolineas Argentinas, que procura retornar ao comercio aéreo com a anterior qualidade, mas ainda oferece alguns problemas, e voa para a Oceania, contornando toda a ponta da América do Sul, evitando atravessar a região chilena ainda cheia das cinzas que são expelidas pelo vulcão, que, no ano passado, sofreu uma erupção bastante forte. Desse modo, a distância se torna bem mais longa. Saímos, via Rio de Janeiro, para Buenos Aires, onde ficamos por três noites. Além de rever essa bela capital portenha, fomos assistir a um tradicional espetáculo de tango, desta vez no Cabaré Pazolito, muito bom. Na noite do último dia, seguimos para o Aeroporto de Ezeiça, onde tomaríamos nosso transporte rumo a Auckland, na Nova Zelândia. Mas tivemos que esperar 12 horas, pois o avião apresentou um problema, o que nos obrigou a aguardar que chegasse outro, mais seguro, pois a distância entre as duas cidades é de 18 horas de voo, sem escalas. Embarcamos já bastante cansados, mas fizemos uma viagem tranquila. À primeira vista, logo nos encantamos com a Nova Zelândia e sua paisagem, constituída de quarenta e oito ilhas montanhosas e recortada por inúmeras baías de águas azuis, cor de cobalto. Não são tão altas, mas são todas vulcânicas. Os cinquenta vulcões existentes apenas dormem um sono profundo. Os dois mais elevados têm em torno de 1.100 metros. Descemos, surpresos, em Auckland; não esperávamos encontrar uma cidade tão bonita e desenvolvida naquelas plagas distantes! Ela nem é a capital, que realmente se chama Wellington. Mas é a que possui a maior área e o maior número de imigrantes vindos da Ásia, das ilhas do Pacífico, da Índia e de outros lugares do mundo. Essa mistura se faz sentir nas ruas, nos alimentos, nas diversões, na diversidade de línguas faladas. São pessoas acolhedoras, amáveis, alegres. Não existem pobres nem analfabetos. O idioma oficial é o inglês, mas tem um acentozinho local que o torna mais difícil ao entendimento para o estrangeiro.

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