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RESQU�CIOS DO RACISMO BRASILEIRO

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» NILTON ROCHA ? advogado e membro da AAI ([email protected]). O Brasil para a mídia nacional e internacional é um País que se apresenta sem quaisquer resquícios de preconceito racial. Tanto é assim, que a cor negra se faz presente em todos os segmentos e status sociais. É a própria Constituição que preconiza igualdade para todos perante a lei. Cidadania abrangente para todas camadas sociais. Lamentavelmente, estão surgindo entre os parlamentares a ideia do separatismo étnico dentro da nossa sociedade. Entendemos que seja um retrocesso dos políticos que assim pensam, vez que atualmente vivenciamos no patamar de igualdade e equilíbrio entre o povo brasileiro, onde renegamos qualquer espécie discriminatória que venha existir com a população brasileira. Agora, tramita na Câmara de Deputados projeto de lei que estabelece cotas de 20% ou 30% para negros nos concursos públicos a serem realizados pelo governo federal. A Câmara Municipal de Salvador já antecipou a iniciativa do Parlamento Federal aprovando lei que determina 30% para negros nos concursos públicos realizados na administração municipal, que contou com o apoio do Presidente da OAB, Ophir Cavalcante. A olho nu e sem muito arrodeio, concluímos que ao se criar legislação discriminativa, objetivando alcançar determinado setor, mormente no assunto relacionado aos negros estão esses políticos desrespeitando princípios constitucionais e contribuindo de maneira evidente para o ressurgimento do racismo no Brasil, considerando que a raça negra é tão capaz e preparada quanto as pessoas de cor branca. Esta medida vai desaguar no mar da humilhação e até mesmo da frustração entre os portadores da cor negra. O negro é tão inteligente e qualificado que os Estados Unidos da América do Norte o têm como o Primeiro Mandatário, assim como, com destaque outras autoridades e gente renomada do nosso planeta. Que haja cotas nas realizações dos concursos públicos para as pessoas portadoras de deficiência física. Neste caso é mais do que justo e humano. Para o negro é subestimá-lo e qualificá-lo inferior as demais raças existentes. Classificamos como uma concorrência desleal. Que diga o povo brasileiro. Quanto aos políticos idealizadores da ideia exposta formulamos as nossas escusas por não aceitarmos e não concordarmos com a iniciativa proposta ao Parlamento Nacional. É mais glória recuar, que investir erradamente. Ainda há tempo para essa anomalia não se espalhar pelo território brasileiro.

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