Opinião
Falta muito, mas o Pa�s trilha outro rumo
A crise não dá trégua no Velho Mundo. Enquanto isso, atestam vários analistas internacionais, o Brasil continua sendo exemplo de prosperidade e, não menos importante, oferece segurança para investidores. Não é novidade. Se há alguma surpresa quanto ao cenário de contrastes entre os continentes, essa somente poderia ser o fato de o País conseguir manter, já por um bom tempo, sua estabilidade ? mais do que isso, sua capacidade de crescimento. Não se deve esquecer que, lá atrás, em 2008, há quase quatro anos, o então presidente Lula espantou o mundo ao classificar de ?marolinha? a crise que poderia causar estragos ao Brasil. Internamente, Lula foi atacado pela oposição e por especialistas que consideraram a declaração algo irresponsável, uma atitude até perigosa por, supostamente, negligenciar diante de uma séria ameaça. Contatou-se mais adiante que a expressão até poderia ser inadequada, mas Lula estava certo. O país seguiu firme, singrando mares do desenvolvimento, ampliando as políticas sociais, incentivando o consumo e derrubando a taxa de desemprego. Sétima economia do mundo ? e ameaçando subir mais posições, deixando potências na poeira ?, o Brasil não tem do que se orgulhar, porém, de seus indicadores de qualidade de vida. Uma distância gigantesca separa nosso país daqueles que venceram o analfabetismo e a miséria. Quando se olha para os parâmetros desses indicadores, o quadro brasileiro ainda é dramático. Mas é evidente que os avanços estão aí para atestar que a nação mudou de rumo e persegue uma nova etapa para seus habitantes. A tendência é a continuidade dessa estrada do crescimento. A presidente Dilma tem dito que precisa dos estados como vetores desse desenvolvimento. Para isso, espera que todos estejam empenhados no projeto que deve deixar de lado as diferenças políticas. Aqui mesmo em Alagoas, ela dá o exemplo, no tratamento a um governo chefiado por um tucano ? a oposição mais ferrenha que enfrenta no plano nacional.