Opinião
� PREOCUPANTE
Causa-me preocupação a leitura diária de artigos e editoriais de jornais e revistas de todo o País. O editorialista da nossa Gazeta de Alagoas, por dois dias seguidos, trata, em um, da cobertura sensacionalista sobre o julgamento do assassino da jovem Eloá, repetindo o feito de 2008, quando emissoras de televisão desdobraram-se em reportagens ao vivo, podendo até, na minha opinião, ter influenciado no desfecho do tresloucado ato. Em outro, da volta ao trabalho dos Poderes Legislativos em nosso Estado, pondo foco no Estadual pelas continuadas denúncias de irregularidades, quando insistem na reincidência de erros que já levaram, em passado recente, parlamentares ao indiciamento em inquérito da Polícia Federal. Quanto à exagerada transmissão de fatos como o do julgamento acima, incluindo uma do Plantão JN ao fim da decisão para divulgar as penas, já se está ficando banal, uma vez que é esse tipo de reportagem que a maioria de nossos telespectadores prefere. Quando não, um BBB. Em compensação, nos dias em que aconteceram os julgamentos das atribuições do Conselho Nacional de Justiça e da constitucionalidade de dispositivos da Lei da Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal, temas da maior relevância para nossa nação, não vimos qualquer cobertura especial. Ao menos tivemos um final feliz nas duas decisões, uma das quais, ressalte-se, referente à lei de iniciativa popular. Sem Plantão JN. Com relação ao nosso mundo político, é, sem dúvida nenhuma, a impregnação, agora mais do que nunca, do estilo petista de governar. Está-se dando uma conta muito alta à presidente pela saída de ministros, envolvidos em falcatruas, de seu governo. A mim me parece uma mera expectadora do avassalador assalto aos cofres públicos, praticados por políticos que em momento algum são importunados até que, desmascarados pela imprensa investigativa, resolvam de moto próprio ou interferência partidária largar a boquinha. Aí, passa-se o bastão para o próximo aventureiro e, na opinião de um articulista, dá-se prosseguimento a uma verdadeira corrida olímpica de revezamento, onde a meta partidária é, ao fim, conseguir o tão almejado ?ouro?. Porém, até o presente momento, não se sabe de algum processo aberto contra qualquer dos sete (ou oito?) implicados. Pelo contrário, voltam para seus postos eletivos e passam a fazer parte da grande massa de apoiadores do governo no Congresso. E não se fala mais em nada até o novo escândalo.