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Campanha deve fazer bem � sa�de p�blica

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A Igreja Católica escolheu a saúde pública no Brasil como tema de sua Campanha da Fraternidade em 2012. Um dos grandes temas que mobilizam interesses e preocupações da população, a escolha é mais do que pertinente e, espera-se, pode provocar medidas que melhorem o atual quadro desse segmento no País. Ao lado da segurança, da educação e do emprego, a saúde é sempre um dos assuntos mais abordados nas campanhas eleitorais e foco de frequentes problemas que, afinal, acabam prejudicando sempre os mais pobres. Falta de vagas em hospitais e unidades de emergência evidenciam, com regularidade infalível, que o descalabro ainda se instala nessa área estratégica. Alagoas não é diferente. Os tímidos avanços são decorrência muito mais da iminência de colapso do que de um investimento voltado para a transformação real das coisas. Ainda temos de conviver com notícias de fechamento de alas hospitalares, por falta de estrutura, ou com mortes de bebês vítimas de atendimento inadequado. Nas maternidades, a situação é crítica. Gestantes sofrem em filas para atendimento, quando não têm mais forças para esperar sequer por alguns instantes. Para o brasileiro que busca socorro no Sistema Único de Saúde, muitas vezes o quadro beira algo criminoso. Continuam as maratonas nas madrugadas para conseguir agendar uma simples consulta ? que, ao ser marcada, somente ocorrerá dali a alguns meses. O paciente corre risco de morrer antes de ser diagnosticado. Em regra geral, os postos de saúde nos bairros, geridos pelos municípios, são cabides de emprego e moeda de negociação para fins eleitoreiros. Sem falar na estrutura capenga que se vê nesses locais. Nos últimos meses, médicos do Programa Saúde da Família vivem em greve. Prefeituras dizem não ter como bancar os salários e tudo fica como está ? ou vai piorando cada vez mais. Chega, portanto, em boa hora a iniciativa da Igreja Católica de trazer o problema ao primeiro plano dos debates.

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