Opinião
CONTINUANDO NOSSA VIAGEM PELA NOVA ZEL�NDIA
Com uma população de 3.500.000 habitantes que se espalham em suas 48 ilhas, sendo que duas delas são mais largas e compridas, com 2.000km de comprimento por 400km de largura, onde ficam suas cidades mais importantes e mais populosas. São separadas por um estreito. A ilha do Norte é menos fria e, por esse motivo, concentra mais de dois terços da população do país, abrigando as duas urbes mais respeitáveis, Auckland e Wellington, que é capital. O Oceano Pacífico banha a parte Norte e Este, e o Mar da Tasmânia o lado Oeste. São todas ilhas de origem vulcânica que se projetaram do oceano depois de uma enorme erupção acontecida há milhões de anos. Fazem parte do grande anel sísmico que cerca o Oceano Pacífico. Seus vulcões estão apenas adormecidos, não são extintos, por isso está exposta a violentos terremotos. Há pouco tempo, houve um respeitável abalo que envolveu a cidade de Christchurch, na ilha do Sul, deixando 115 mortos. Essa configuração empresta a esse país uma aparência inteiramente diferente e fascinante. Apesar de sua formação geográfica, é um lugar tranquilo e seguro para viver. Um milhão e meio de pessoas habitam Auckland, cidade próspera e a mais importante do país. Depois de 12 horas de voo, vindos de Buenos Aires, chegamos a essa cidade. Ficamos hospedados no Hotel Heritage, muito bom, perto da City Tower, torre que se eleva a 800 metros do solo e que oferece, do seu alto restaurante giratório, a mais completa e linda vista da cidade. Auckland é muito acidentada. Precisa- se ter boas pernas ou um bom veículo para subir e descer suas ladeiras íngremes. Somente algumas ruas onde se concentra o comércio são planas. As lojas, grandes e surpreendentes, têm tudo o que você encontra nos melhores magazines de Paris ou New York. As escolas da Nova Zelândia são conhecidas do mundo pela sua excelência, e assim são procuradas por estudantes de todos os países, oferecendo atraentes convênios para atraí-los. Aos nativos, o ensino é totalmente gratuito e obrigatório, e assim não existem analfabetos. Apesar de muitíssimo cansados da viagem e, sobretudo, de termos ficado no aeroporto argentino doze horas esperando que o avião fosse trocado, por falhas mecânicas, não resistimos à curiosidade de logo visitarmos a altíssima torre. Como o espaço é muito procurado, tem-se de reservar lugar no restaurante, e só o conseguimos para o jantar.