Opinião
NOSSA FESTA
Finalmente aconteceu no dia 9 de dezembro de 2011, estava nossa turma reunida na capela de São Vicente, Santa Casa de Misericórdia de Maceió. Estávamos comemorando 50 anos de nossa formatura como profissional na área de saúde. Se não me falha a memória, éramos 63 médicos. Alguns não vieram outros não mais estão em nosso mundo e sim entre os mortos. Tínhamos presentes os colegas:Alair, José Walter, João Eudes, Terezinha Rodrigo, Arnóbio, Carlos Paz, Cedrin, José Macedo e Otoniel Barros. No outro espaço, entre os mortos, os colegas Helio Medeiros da Cunha, Domício Falcão, Arnaldo Miranda, Luiz Loureiro, Farias, Nemias,que todos possam alcançar a paz de Deus. A missa foi celebrada pelo padre Cícero, capelão da Santa Casa de Misericórdia de Maceió. Foi tudo maravilhoso. A primeira leitura bíblica foi do profeta ? Isaías ? 48,17-19- Isto diz o Senhor, o teu libertador, o santo de Israel. Tua paz teria sido como um rio e tua justiça como as ondas do mar. O padre Cícero falou com uma bondade especial para todos nós presentes. Mostrava, na segunda semana do advento, o quanto o Senhor nos ama. Foi tudo especial e maravilhoso para todos nós. Em seguida fomos ao centro de estudo da Santa Casa. Lá falamos de muitas coisas boas e ruins ocorridas durante essas cinco décadas. João Eudes e Arnobio provocaram muitas risadas em suas saudosas lembranças. Tivemos, depois, um café lanche muito completo e agradável, oferecido pela direção da Santa Casa. No dia 10/12/2011,após o almoço, pedia 2 (dois) minutos de em respeito os nossos colegas que já se foram para eternidade, juntos ao nosso divino pai. Helio Medeiros da Cunha sempre estudamos juntos no colégio Diocesano, na faculdade de medicina, na residência médica em São Paulo e também na sua casa, em Jaraguá, Domicio Falcão, Arnaldo Miranda, Luiz Loreiro, Farias, Nemias, que nosso Deus possa deixar todos na sua santa paz. Eu dizia: ?Lembro-me de uma paciente operada no interior do Estado. Houve complicação muito grave após 6 dias mais ou menos da cirurgia, sendo então transferida para Maceió. Foi hospitalizada na Santa Casa de Misericórdia onde foi reoperada por uma equipe de cirurgia. Tivemos oportunidade de participarmos da cirurgia dessa paciente que foi, felizmente, salva graças a bondade e ao amor de Deus. Este caso nunca se afastou de minha memória, deixando-me sob grande emoção, ao recordar sua história.