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As palavras, as a��es e a Copa no Brasil

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O Brasil pisa na bola na organização da Copa do Mundo de Futebol de 2014 ? competição que será realizada no País sob muitas expectativas. Até agora, quase tudo o que diz respeito ao evento aparece entre confuso e nebuloso. Desde que o País ganhou o direito de realização do evento, ainda no governo Lula, o discurso oficial dizia que não haveria dinheiro público para o negócio, principalmente para reforma e construção de estádios. Mas logo isso foi driblado por cartolas e autoridades. Deu-se um jeito aqui, outro adiante, e todo mundo arranjou seu financiamento com aval do caixa federal. Os grandes problemas, além das obras nas arenas que sediarão os jogos, estão na infraestrutura das cidades-sede. Transporte urbano, aeroportos, hotelaria e segurança são os itens mais delicados, que precisam de atenção máxima para que as coisas entrem num ritmo normal. Vale lembrar que um ministro do Esporte já caiu no meio do caminho. Orlando Silva não resistiu à enxurrada de denúncias sobre desvio de recursos num esquema com ONGs. As suspeitas nada tinham a ver com a organização da Copa, mas o ministro perdeu a capacidade para tocar uma empreitada tão complexa, estando no meio de tamanha confusão. Desde então, o cenário continuou turbulento. Já foram muitas as reclamações da Federação Internacional de Futebol quanto aos problemas com atraso de obras. A última crise entre o país anfitrião e a Fifa parece mais uma brincadeira fora de hora. O secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, afirmou que o Brasil precisa levar um ?chute no traseiro? para acordar. Foi o bastante para irritar quase todo o mundo, de deputados e senadores até a presidente Dilma. Ontem, o homem pediu desculpas e jogou a culpa da bobagem na tradução de sua fala. Palavras podem começar uma guerra. Mas é evidente que não se trata de algo com essa gravidade. É hora, na verdade, de os organizadores pararem com as polêmicas e cumprirem suas obrigações.

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