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Opinião

O PODER JUDICI�RIO E A IMPRENSA

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?A imprensa é um exército de 26 soldados de chumbo com o qual se pode conquistar o mundo.? Ao analisarmos a frase do inventor alemão Johannes Gutenberg, responsável pela revolução da imprensa, deparamo-nos com a importância da disseminação dos meios de comunicação social no cenário de vários setores. Inventar a prensa móvel, primeiro modo de impressão, foi o grande passo dado por Gutenberg. A criação não passava da utilização de tinta a base de óleo e um sistema de pressão confeccionado com madeira similar às prensas de parafusos agrícolas do período. Um ato de simplicidade mecânica que mudaria o rumo da história, já que a produção em massa de livros impressos alterou o perfil social e econômico global. Transportando tal invenção para hoje, a analogia da força da imprensa com as relações resguardadas pelo Poder Judiciário é a de que não há desenvolvimento sem a divulgação de ideias. Assim, ampliamos a visão que, muitas vezes é atrelada apenas à ascensão econômica ou tecnológica, para dedicar essa conquista também aos direitos individuais. A comunicação, como direito fundamental previsto pela Constituição Federal de 1988 proporciona ao cidadão a possibilidade de expressão do pensamento, bem como o conhecimento lato sensu. Estreitando-se essa aquisição contemplada no Estado democrático de direito, vemos que o direito à comunicação contempla, também, o dever de publicidade ligado aos poderes públicos. Nesse diapasão, a atual relação da Corregedoria-Geral da Justiça de Alagoas com a imprensa tem como escopo a divulgação das principais ações implementadas pela instituição, relacionadas à segurança pública, aos direitos da criança e adolescente, aos serviços judiciais e extrajudiciais e à saúde do Estado, seguindo o panorama de informações consagrado constitucionalmente. Dessa forma, expondo os acontecimentos, o Judiciário aproxima-se da sociedade. A divulgação em massa passou por inúmeros estágios, inclusive de lutas e aceitação. Atualmente colhe os bons frutos das conquistas dignas ao longo do tempo. A informação, que começou com uma prensa móvel, ganha velocidade e capacidade de gerar poder. Compara-se às táticas de guerra, não de sangue, mas de busca da estratégia ideal de repasse de comandos. E a melhor batalha que se deve traçar é aquela em que a verdade comanda e os soldados apontam o certo e o errado com independência.

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