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Presente e futuro na educa��o p�blica

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O ano letivo começa mal na rede pública do Estado. Adiamentos por razões diversas indicam que, mais uma vez, milhares de alunos serão prejudicados no calendário caótico, que já virou uma tradição. No meio do cenário já conturbado, a novidade este ano é a reforma que alcança o incrível número de 163 escolas ? um caso que já virou alvo de denúncias. Ao tentar explicar o atraso na volta às aulas, a Secretaria de Educação não apresentou razões consistentes; foi pródiga em declarações genéricas e vagas. Não é tão difícil assim explicar o que o jornal Valor Econômico chamou de ?estagnação?. Se não se investe seriamente em educação, qual o futuro do Estado? Imóveis caindo aos pedaços, falta de professores, farra de contratos provisórios ? muitos de monitores ?, desprezo pela meritocracia: são alguns dos fatores que empurram para baixo a qualidade do ensino público. Não deixa de ser assustadora a persistência de tamanho descalabro na educação pública em Alagoas. Ao longo dos anos, gestores chafurdam numa pauta medíocre, dominada por interesses de dupla face: ganham a turma do governo e a tropa sindical. Para o alunado, nada. Tragicamente, o horizonte carregado sinaliza que dias melhores estão longe de chegar. No papel de forjar boas notícias, os responsáveis pela área despejam diariamente sua dose de ficção. Não bastassem os claros indícios de incompetência, há que se reavaliar os métodos em vigor: gasta-se muito dinheiro com ?consultorias?, ?estudos? e ?levantamentos? ? mas pouco se vê de resultado. Até quando a desculpa da ?herança maldita? vai mascarar a inapetência para o trabalho sério por parte dos atuais dirigentes do segmento? Discursos não resolvem o problema do analfabetismo. Da mesma forma, mirabolantes planos, a peso de ouro, não trazem nenhum avanço na rede estadual. Ao que se sabe, além das escolas, o atual governo vai derrubar imóveis e construir uma nova sede para a Secretaria de Educação. Muito bom para as construtoras.

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