Opinião
AFINAL, O QUE ELAS E ELES QUEREM?
Nesses últimos dias, um grupo de lésbicas e de outras minorias, conseguiu, junto à justiça gaúcha, o direito de ver retirado dos tribunais os crucifixos. Vitória do relativismo religioso, derrota do cristianismo católico, tão caro ao povo brasileiro. Diante de tal fato é inevitável perguntar: o que querem essas lésbicas e as demais minorias? Sejamos sinceros, esses grupos querem ardentemente impor sua visão de mundo aos outros. Uma compreensão de mundo sem referências religiosas, que desrespeita a história da fé da maioria de um povo. Um modo de ver a realidade sem valores universais e sólidos. Que esses grupos desejem ver os seus direitos de cidadãos brasileiros assegurados é compreensível. Mas querer alcançá-lo usurpando o direito dos outros, agindo da mesma forma agressiva e rancorosa da qual muitas vezes foram vítimas, não é o caminho. Mas, outro questionamento, inevitavelmente, aqui se impõe: por que um grupo capitaneado por lésbicas lutam exatamente pela retirada de crucifixos? Embora recorram à laicidade do Estado e ao tratamento paritário das expressões religiosas, tais grupos estão em briga mesmo é com o cristianismo, de um modo particular com o catolicismo. Mas, afinal, o que tem a ver o crucifixo presente nas repartições públicas com as lutas de lésbicas e homossexuais? Influência sobre o judiciário? Caso o argumento seja este, é subestimar a imparcialidade do judiciário brasileiro, quiçá uma ofensa. Talvez o crucifixo incomode não por ser um simples símbolo do catolicismo. Ele perturba porque recorda a todos que a vida é séria demais para se levar na leviandade. O Cristo foi a expressão mais concreta da obediência que levou à plenitude valores que tornam a vida coerente, justa e santa aos olhos de Deus. Ou cremos e aderimos a tais valores, ou o nosso coração e o coração da nossa cultura tornam-se um caos, sem referências seguras. Os cristãos não chamam de bem o que Deus chamou de mal, não chamam de vida o que Deus considerou morte. Não temos esse direito. Portanto, seja qual for a minoria, deve respeitar o modo de crer e de viver dos cristãos católicos e o seu direito de expressão na sociedade na qual vivem. É preciso dizer um grande não à retirada de crucifixos e demais símbolos religiosos. Não podemos nos tornar reféns da visão relativista de certos grupos.