Opinião
A IGUALDADE DE DIREITOS DAS MULHERES
Durante séculos a mulher foi alvo de discriminação e exclusão social. A visão de submissão ao perfil patriarcal nas relações familiares transcendia às atividades diárias, levando-se à certeza de que restava, em segundo plano, a grandeza intelectual feminina. Felizmente, as conquistas temporais de cunho revolucionário, pelas quais passaram as instituições mundiais, desencadearam uma sequência de gerações até se chegar ao que hoje se conhece por Estado Democrático de Direito. O amadurecimento da sociedade mundial no que concerne a questões ligadas à dignidade da pessoa humana e à isonomia afastaram as premissas de seletividade ao comportamento feminino. O mundo se modernizou e, com ele, os conceitos acerca do papel da mulher diante dessa realidade. Conseguir o primeiro emprego, o primeiro voto e tantas outras primeiras aquisições faz com que se comemore, no dia 08 de março, a internacionalização da vitória. No Tribunal de Justiça de Alagoas, a presença feminina já se consolidou, uma vez que elas, as mulheres, equivalem a 49,7% dos servidores. São 902 trabalhadoras exercendo, diariamente, diversos cargos, inclusive de direção e chefia. No plenário do TJ, onde são tomadas decisões importantes para toda a sociedade, elas também estão presentes, convictas e atuantes na aplicação das leis ao cotidiano, sendo representadas pelas desembargadoras Elizabeth Carvalho, Nelma Padilha e Catarina Ramalho. Nas unidades jurisdicionais do Estado, o papel das magistradas também é de suma importância nas decisões de primeiro grau. Delicadeza, responsabilidade e serenidade são algumas características encontradas nessas mulheres, que vêm contribuindo para uma mudança de pensamento, pois passaram a participar diretamente das decisões. Elas são devidamente qualificadas para estarem onde estão, após uma luta histórica, na busca pelo reconhecimento. Só temos a agradecer pela força e determinação com as quais as mulheres desempenham suas atividades no âmbito da justiça. Mas, não só o mês de março é de celebração para magistradas, servidoras, mães e esposas que demonstram que o Judiciário é um lugar onde a igualdade de direitos predomina. Todos os dias devemos atentar para os valores femininos em ascensão, oferecendo a elas condições dignas de trabalho, sempre em posição de igualdade com fulcro nos ditames constitucionais brasileiros.