loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

A CULTURA DO EMPREENDEDORISMO

Ouvir
Compartilhar

Sempre que viajo para outro Estado ou país, procuro observar características do lugar visitado que possam contribuir com o desenvolvimento de Alagoas, principalmente na área da infraestrutura. Em 2011, tive a oportunidade de conhecer Portugal, suas estradas, suas cidades, seu modo de vida e sua economia, entre outros aspectos. Além de trazer novas ideias para ações estruturantes locais, voltei a pensar sobre como a cultura do empreendedorismo pode ser fundamental para sustentar a economia de um país. Durante muito tempo acreditei que, para garantir o desenvolvimento pleno e sustentado, um país deveria realizar fortes investimentos em pelo menos dois segmentos: Infraestrutura e Educação. Mas, em Portugal, onde a infraestrutura é consolidada e o nível de educação formal é exemplar, a crise econômica mundial chegou com força e abateu a população. Na história do país, é possível encontrar algumas explicações. Por exemplo, Portugal sempre esteve focado na exploração de outros territórios e não se preocupou em produzir, de forma consistente, a sua própria riqueza. Hoje, a produção de cortiça no país não é significativa e o vinho português não consegue concorrer com o vinho produzido na França e na Itália. Ao mesmo tempo, Portugal não se especializou nas áreas de serviço e indústria e tem dificuldades de sobreviver em um mundo globalizado, especialmente enfrentando uma crise econômica generalizada. Em outra análise, ao contrário de outros vizinhos europeus, o país não transformou a Infraestrutura e a Educação em desenvolvimento. A falta de uma cultura de empreendedorismo também não estimulou a população a buscar alternativas de sobrevivência e crescimento em meio à crise. O Brasil, por outro lado, sempre viveu em conjunturas de conflito, o que, de certo modo, obrigou a população a encontrar formas de sobreviver, diversificando a economia. Com este espírito empreendedor, mesmo com índices de escolaridade e de infraestrutura abaixo dos ideais, o País consegue enfrentar a crise econômica de modo satisfatório. Progressivamente, os índices sociais vão crescendo, com o impulso de programas como o PAC e o Minha Casa, Minha Vida, incrementados pelas ações dos governos estaduais, e a Nação vai ocupando lugar de destaque na economia mundial.

Relacionadas