Opinião
A TOGA E O H�BITO
A toga e o hábito são indumentárias usadas por determinadas profissões, no sentido de serem distinguidas das demais atividades profissionais. Porém, é evidente afirmar que nem a primeira vestimenta faz o magistrado, nem muito menos a última faz o monge. São símbolos unicamente que caracterizam os misteres de cada um deles, sem aumentar ou diminuir o poder natural dos mesmos. O não uso dessas vestes não exclui a legitimidade na aplicação das ações dos seus agentes. Tanto é, que na Roma antiga os senadores usavam paramentos tipo capas. Todavia, o poder exercido pelos referidos não estava impregnado nas roupas especiais usadas e, sim, nas suas ações e atitudes. A mídia nacional no ano que se passou e no atual tem procurado mostrar ao povo brasileiro a banda podre do Poder Judiciário. Só que a imprensa assim tem agido provocada por meia dúzia dos integrantes daquele Poder escudada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que tem prestado relevantes serviços no combate à improbidade administrativa. Não há poder absoluto. Todo ele é passivo de fiscalização, desde que tudo seja realizado dentro das normas legais. O Poder Judiciário de Alagoas desde as suas origens até aos dias atuais tem pautado sua conduta dentro dos princípios da legalidade, impessoalidade e moralidade. Há magistrados do 1° e 2° grau que fazem da magistratura verdadeiro sacerdócio. Por outra banda, se alguém critica é porque na realidade não há perfeição em nenhum setor da vida. O exemplo de tudo isto está patenteado nas informações da imprensa, onde nosso Estado é uma gota d?água com relação à péssima postura da gente que faz a Justiça do nosso País. Por este Brasil foram encontradas falhas visíveis de ilícitos que vão da improbidade administrativa ao peculato doloso. Quanto às possíveis falhas cometidas pela magistratura alagoana são superadas pela grandeza e magnitude da maioria esmagadora dos componentes do nosso Poder Judiciário. Não há poder acima da lei. Muito menos legislação direcionada aos donos da verdade. Qualquer nação só deverá sobreviver se as pessoas que integram os poderes constituídos forem devidamente fiscalizadas. Caso contrário, não teríamos uma democracia. Podemos afirmar que a toga e o hábito não os revestem de poder nem de moralidade, visto que prevalecem o caráter de cada com sua formação profissional e o teor moral. A Justiça é tão necessária ao homem como o oxigênio aos seres vivos.