Opinião
O caos trafega em nossas ruas
Não resta dúvida que na atual gestão da Prefeitura de Maceió importantes realizações foram registradas no sistema viário da capital alagoana. A recente inauguração da Avenida Márcio Canuto e a anunciada Avenida Pierre Chalita fazem parte desse esforço digno de ser aplaudido. É um dos maiores problemas urbanos o impressionante volume de automóveis despejados, aos borbotões, nas ruas de todas as cidades brasileiras. Trata-se de um movimento irrefreável provocado pelo aumento do poder aquisitivo, pela alta capacidade industrial do setor automotivo e pela exaustão do sistema de transporte público urbano. Cada novo veículo não substitui um carro antigo; soma-se a ele. Maceió é flagelada por este drama com particular intensidade. Só em 2011 foram produzidos 3,8 milhões de automóveis no Brasil, sem contar as motos. Nosso País assoma a condição de 5º maior produtor de veículos automotores do mundo. E nada indica que este promissor mercado venha a desaquecer nos próximos anos. Planejar o trânsito passa a ser uma ação estratégica urgente, imediata. E planejar o trânsito não se resume a projetar e executar novas pistas de rolamento, viadutos e equipamentos do gênero. São obras indispensáveis, mas para desafogar o tráfego são necessárias mais medidas. Disciplinar o fluxo de veículos é uma dessas iniciativas ? por sinal a mais barata e eficiente de todas. De pouco adiantarão novas avenidas, viadutos, alças viárias, se não forem cumpridas as normas do trânsito. Em Maceió campeia o descontrole nas ruas. Estaciona-se em todos os lugares, mesmo debaixo de placas de ?proibido parar?, num descalabro tão medonho que passou a ser ?norma? o acendimento do sinal de alerta como se o pisca-pisca fosse salvo-conduto para a infração descaradamente cometida. A impressão que se tem é da renúncia do poder público ao dever de fiscalizar. Aqui, os ?pardais? bateram asas e até as lombadas eletrônicas foram banidas. O caos se espalha pelas artérias da capital e ameaça, inclusive, a irradiar-se pelas novas vias, numa contaminação anárquica.