Opinião
EPIDEMIA DE DROGADOS
Há poucos dias a Academia Alagoana de Medicina, sob a presidência do estimado colega Ednaldo Holanda, reuniu seus membros efetivos e convidados para discutir sobre um tema que tem sido preocupante nos dias atuais: a elevada incidência de adolescentes drogados em Alagoas. Já chegam a 30 mil, distribuídos pelas diversas classes sociais. Participaram como convidados especiais dessa reunião científica, o Arcebispo de Maceió, D. Antônio Muniz, Dr. Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, ilustre e competente promotor, com grande experiência no assunto, e o secretário da Paz, Jardel Aderico. O auditório da clínica IOM (Instituto de Olhos de Maceió) ficou repleto. Cada um, de forma brilhante, mostrou a difícil situação em que chegamos no combate ao crack e outras drogas e a péssima perspectiva para um bom resultado em breve. Resultado: a violência sem fim, roubos, assassinatos, agressões e a perda da paz de uma comunidade como a nossa, sujeita a surpresas desagradáveis. Vamos esperar que nossos governantes, Polícia Federal e nossa sociedade se juntem num esforço imenso para diminuir essa epidemia de drogados que resolveram enveredar por esse caminho sem volta. Jamais poderíamos imaginar que numa cidade como a nossa, de população ordeira, onde, apesar do modernismo, ainda existe o sentido de família, houvesse uma incidência tão elevada de jovens fazendo o uso de drogas. O mundo atual inserido numa civilização caótica vê com tristeza a droga se tornar um objeto de consumo como se fosse uma mercadoria comum. É uma pena, mas vemos jovens se autodestruindo pelas armas, pela violência e pelas drogas. Há, assim, uma decomposição assustadora no mundo interior do homem. Por que os jovens tomam drogas? São inúmeras as causas: más companhias, fuga de problemas, ambiente negativo em casa, necessidade de segurança, frustrações, enfim, fatos que fazem o jovem distanciar-se da realidade através da gratificação do prazer. O tratamento da recuperação de um jovem drogado é penoso e difícil e muitas vezes sem resultado. O melhor é prevenir. O traficante é caso de polícia, mas o jovem adolescente tem que ser alertado para os perigos que representa para suas vidas o uso da maconha, LSD e crack. Converse com seu filho, veja quais são os seus companheiros, a que horas ele está chegando em casa, se os seus olhos estão sempre vermelhos e suas atitudes. Esse é o papel dos pais nos dias de hoje.