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Nº 5710
Opinião

Desafios persistentes

O Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) diz, através da Folha de São Paulo, que os desafios do próximo governo estão em priorizar a educação infantil, a alfabetização de adultos e a formação de educadores. Por sua

Por | Edição do dia 09/10/2002 - Matéria atualizada em 09/10/2002 às 00h00

O Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) diz, através da Folha de São Paulo, que os desafios do próximo governo estão em priorizar a educação infantil, a alfabetização de adultos e a formação de educadores. Por sua vez, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou e entregou um documento, aos principais candidatos, com propostas voltadas para a redução da mortalidade infantil. Como sabemos e temos insistido, são muitos os graves problemas sociais à espera de soluções por iniciativa da União e dos governos estaduais e municipais em parceria com os diversos setores da sociedade. E os esforços nesse sentido devem ser suficientemente abrangentes e decisivos para reverter os deploráveis números que persistem principalmente nas áreas da educação e saúde. No tocante à educação, por exemplo, as maiores atenções devem ser direcionadas para vários aspectos, sendo um deles o da valorização do magistério, a partir de estudos como o que foi divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), no sábado em Paris. Uma outra matéria da Folha traz os dados do documento. De acordo com eles, o salário médio do professor brasileiro em início de carreira é o terceiro mais baixo em um total de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento. Apenas o Peru e a Indonésia pagam salários menores a seus professores no ensino primário – que equivale a 1a e a 6a série do ensino fundamental – no Brasil. “Na Indonésia, o salário médio de um professor é de US$ 1.224, no Peru, este valor chega a US$ 4.752 e no Brasil é de US$ 4.818. O valor no Brasil é a metade do encontro nos vizinhos Uruguai (US$ 9.842) e Argentina (US$ 9.857) e muito abaixo da média dos países desenvolvidos, onde o maior salário nesse nível de ensino foi encontrado na Suíça (US$ 33.209)”. O mesmo estudo destaca como um dos problemas comuns em quase todos os países, que contribuem para a decadência das condições de trabalho e desencorajam novos professores, o aumento da relação de aluno/professor em sala de aula. E deixa claro que nos países onde elas são boas, a qualidade da educação tende a ser melhor.

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