Opinião
O MITO DO ESTADO LAICO E DA DEMOCRACIA
Mais uma vez o STF, em nome do ?Estado laico? e da ?democracia?, vai de encontro à vontade do povo brasileiro e afirma que não pode ser considerado ?aborto? e, portanto crime, o fim do processo gestacional de crianças anencéfalas. Vivemos, sem dúvida, a ditadura das minorias no Brasil. Todos os grupos minoritários dizem que estão sendo sufocados pelos preconceitos da Igreja: defender a vida, defender o matrimônio, defender a família, defender a religião, defender as relações humanas sadias é retrocesso, é opressão, é tirania... É importante evidenciar que foi graças ao trabalho da Igreja que criamos um País de liberdade e de democracia. Agora, as minorias, em nome da liberdade que não ajudaram a construir, promovem a morte, a matança e a destruição da vida. Hoje, crianças anencéfalas não têm mais direito de nascer, respaldados pela decisão de onze ministros que se julgam ?deuses? na Terra. Num amanhã muito próximo, idosos, inválidos, pessoas com lesões irreversíveis serão exterminadas. A solução de todos os problemas será a morte. Na Grécia Antiga, os recém-nascidos eram lavados e levados aos anciãos do clã para inspeção; os disformes ou demasiado fracos eram abandonados, jogados em abismos ou deixados para serem devorados por feras. No Império Romano, o infanticídio era aceito para regular o nascimento de crianças nascidas com deformidades, crianças nascidas do adultério da mãe ou para controlar a oferta de comida à população. Em escavações recentes feitas em prostíbulos do Império Romano, na atual Inglaterra, acharam-se restos mortais de mais de cem crianças recém-nascidas. Escravas eram forçadas a praticá-lo. Foi o cristianismo, com seus valores, que acabou com a prática satânica do infanticídio. Hoje, em nome do Estado laico, da democracia, vemos a oficialização da morte, e muito em breve da eutanásia e da eugenia. Por que não se consulta o povo: queremos ou não o aborto legalizado? As mães podem decidir sobre os filhos que estão sendo gerados? Esta é a verdadeira democracia. Até quando, diante de um Legislativo inerte, incapaz de solucionar os problemas da população, seremos alvos da tirania do Judiciário? Estamos paganizando a sociedade e destruindo os valores mais sublimes do povo brasileiro e, o pior, o Judiciário, que deveria defender os postulados basilares da Constituição cidadã de 1988, a interpreta sob a ótica ataraxista dos filósofos estoicos.