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Opinião

AS AVENTURAS (NADA �TICAS) DE UM MOSQUETEIRO DA �TICA

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Integrante do MP/Goiás, seu ex-procurador-geral e ex-SSP do mesmo Estado. É senador pelo DEM (até há pouco, era seu líder de bancada) e, desde 2009 ,ocupa a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, quando foi eleito pela revista Época, das Organizações Globo, um dos 100 brasileiros mais influentes do País. É autor da PEC nº 97/2011, que busca ampliar as prerrogativas da Corregedoria Nacional de Justiça do CNJ para investigar e processar juízes acusados de irregularidades, além de consolidar a autonomia funcional e administrativa do CNJ e a relatoria da Lei da Ficha Limpa. Notabilizou-se como maior representante da direita no papel de caçador de corruptos, assim o fossem, ou não, aqueles a quem acusava com sua demolidora, contundente e intransigente verve. O cara era o bambambã! Por exemplo, e para não voltar muito no tempo, afirmou, em seu blog, sobre o ex-ministro Orlando Silva, cuja prova contra si (sem a pretensão de defendê-lo) foi o depoimento de um facínora: ?É a cara da Copa de 2014: desgastado, sem brilho e exprime uma sinceridade e um firmeza de compromissos de fazerem Ricardo Teixeira parecer a madre Tereza de Calcutá?. No G1, foi mais avassalador: ?[Orlando Silva deve] escolher a corja com quem anda.?. Na avaliação do democrata, a presidente (...) ?tem motivos de sobra para exonerá-lo. O ministro é totalmente enrolado há muito tempo. [...] Agora, ele diz que foi acusado por um bandido e tudo bem? As malfeitorias deles estão aí a olhos nus?. Esse cara é o Demóstenes Torres. Suas ligações com a corja, ops!, com o bicheiro Carlinhos Cachoeira (?empresário do ramo do jogo?, para as vetustas Folha de S.Paulo e Rede Globo) vieram a público graças à Polícia Federal, a mesma que trabalhou como nunca durante o governo Lula, e assim continua no governo da presidente Dilma. A revista Veja, maior algoz daquele (um primor de limpeza moral e jornalismo imparcial para os incautos, e os nem tanto), também se mostra enrolada até o pescoço com o paladino da justiça. Afinal, as escutas telefônicas revelam que Cachoeira e o chefão da revista, Policarpo Júnior, se falaram mais de 200 vezes nos últimos meses. Engraçado é que não ouço uma só voz (sempre tão irresignadamente assépticas e horrorizadas quando se tratava do governo anterior) minimamente ?chocada? com essas estratosféricas traquinagens, demonstrando sua revolta ou seu estupor contra esses fatos demoníacos (sem trocadilho). Que coisa!

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