loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 23/07/2026 | Ano | Nº 6273
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

SUPERANDO A GRAVIDADE, O TEMPO E A DIST�NCIA.

Ouvir
Compartilhar

Um fato distante ainda sem prioridade na mídia desportiva é assunto nas rodas de conversas dos fins de semana: Copa do mundo e Olimpíada. Estamos preparados? Estamos aplicando os conhecimentos disponíveis da moderna ciência desportiva e avançada tecnologia? Em vários países os melhores atletas estão saindo de universidades que se dedicam a esse relevante trabalho. Quando estagiei na Universidade de Athen (Ohio, EUA) na década de 70, a primeira pergunta de estudantes americanos: ?Você joga futebol?? ? Respondi que não. Senti a decepção que a resposta proporcionara. Virei técnico do time. Para eles, brasileiro tem que conhecer e jogar futebol. Um dos presentes comentou que as emoções das olimpíadas não demorariam em chegar ao fim, já que o homem, em breve, alcançaria seus reais limites, a exemplo do que já tem acontecido na natação. Nos acostumamos tanto a conhecer novos recordistas, que raramente refletimos mais pausadamente sobre os reais limites humanos no esporte. É como se confiássemos cegamente que surgirão sempre outros homens e mulheres capazes de superar os anteriores. Chegaríamos aos homens-peixe, homens pássaros e homens de futebol tecnológico. Não é novidade que os esportes surgiram na Grécia clássica como um desdobramento da arte da guerra. Lá, as corridas, os saltos, os arremessos de peso simulavam os campos de batalha. Na evolução histórica, os esportes começaram a representar superação de limites para competição entre os participantes das diversas modalidades esportivas. As pesquisas atuais são tão ousadas que parecem até ficção científica. Os atletas encontram suporte nas pesquisas aplicadas na área de fisiologia, medicina esportiva e através do avanço tecnológico dos equipamentos e das técnicas de treinamento. A ciência tem permitido construir um atleta para ser recordista, maximizando suas potencialidades físicas. Quando o esportista chega ao seu limite, com o corpo humano no máximo de sua capacidade, entra em campo o apoio da alta tecnologia dos equipamentos. Comentário ouvido, talvez maldoso: O Brasil está preparado para a Copa do Mundo? Resposta de um aficionado: os estádios poderão ficar prontos, os aeroportos poderão ser ampliados, as vilas olímpicas construídas. Mas, o que nos falta mesmo, sem muitas esperanças, é um time de futebol competitivo e confiável. Nesse campo, a esperança ainda está no meio do túnel.

Relacionadas